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Política

Ministro Alexandre de Moraes nega irregularidades e classifica relatório de investigações como ilegal

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade ao comentar os relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em manifestação oficial enviada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, na madrugada desta terça-feira, dia 15 de setembro de 2026, Moraes classificou o documento que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro como inconstitucional e ilegal. Os ministros da suprema Corte se reúnem na manhã de hoje para decidir se o magistrado poderá ser investigado por sua suposta relação com o investigado, sendo a manifestação apresentada horas antes do início do julgamento.

No documento enviado a Fachin, que possui quarenta e quatro páginas, Moraes se refere ao relatório elaborado por André Mendonça como mentiroso e imprestável, sustentando que os diálogos apresentados são fantasiosos. Conforme pontuou o ministro, há uma clara tentativa de responsabilização objetiva baseada em escritos de terceiros encontrados em um bloco de notas de celular apreendido em operação policial. Segundo Moraes, das cinquenta e duas notas localizadas no aparelho do ex-banqueiro, quarenta e sete não foram encontradas nas conversas de WhatsApp interceptadas pelas autoridades, o que demonstra a ausência de correspondência efetiva. Para o magistrado, o fato de o relatório ter sido produzido em sigilo e sem a devida assinatura judicial revela um direcionamento ilegal da investigação.

Defesa de familiares e menção a motivações político-eleitorais

Sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que possui entre seus sócios a esposa de Moraes, o ministro afirmou categoricamente que nunca atuou em nenhuma causa jurídica para a instituição financeira ou para Daniel Vorcaro. Ele defendeu publicamente a esposa e os filhos, destacando que são advogados e possuem direito ao pleno exercício profissional com respeito às leis e à ética. No encerramento da manifestação, o magistrado apontou tentativa de vingança e motivação político-eleitoral associadas ao julgamento por tentativa de golpe de Estado, do qual atuou como relator e que resultou na condenação da cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Perguntas frequentes Em qual data o ministro Alexandre de monolayers enviou sua manifestação ao presidente do STF?

Na madrugada desta terça-feira, dia 15 de setembro de 2026.

Quantas páginas possui o documento enviado por Moraes ao ministro Edson Fachin?

Quarenta e quatro páginas.

Segundo o magistrado, quantas notas encontradas no celular não apareceram nas conversas interceptadas?

Quarenta e sete notas das cinquenta e duas localizadas.

Qual escritório de advocacia é associado à esposa do ministro citado na investigação?

Barci de Moraes Sociedade de Advogados.

Qual acontecimento anterior foi relacionado por Moraes como motivação político-eleitoral para os ataques?

O julgamento por tentativa de golpe de Estado envolvendo a cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia