O candidato ao Senado por Rondônia Bruno Scheid (PL) participou neste domingo (13), em Macapá (AP), de uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Scheid cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o avanço de pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o discurso, o candidato rondoniense também defendeu Bolsonaro e afirmou ter trabalhado próximo ao ex-presidente nos últimos anos. A manifestação teve como um dos principais focos a pressão política sobre Alcolumbre, que é responsável por analisar pedidos de impeachment de ministros do STF no Senado.
Scheid faz cobrança direta a Alcolumbre
No palco, Bruno Scheid dirigiu a fala diretamente ao presidente do Senado e pediu que ele coloque em tramitação um pedido de impeachment contra Moraes.
Em determinado momento, o candidato afirmou que Alcolumbre deveria “pautar o impeachment” do ministro. Na sequência, fez críticas a Moraes e declarou, diante dos manifestantes, que queria a saída do magistrado.
As declarações fazem parte do posicionamento político de Scheid e não representam uma conclusão judicial sobre a existência de crime por parte do ministro.
O candidato também participou de um coro de manifestantes com críticas a Moraes. O ato ocorreu em meio à mobilização de grupos de direita contra decisões do STF e à cobrança por mudanças na composição do Senado.
Referência a Bolsonaro
Durante o discurso, Scheid afirmou que trabalhou com Jair Bolsonaro durante os últimos quatro anos e relatou um encontro com o ex-presidente na Polícia Federal.
Segundo o candidato, na ocasião ele teria transmitido a Bolsonaro uma mensagem sobre os apoiadores que permaneciam do lado de fora do local.
A referência ao ex-presidente foi usada por Scheid para reforçar sua identificação política com o bolsonarismo e defender a continuidade desse alinhamento durante sua campanha ao Senado por Rondônia.
Nikolas Ferreira liderou mobilização
Nikolas Ferreira participou da manifestação em Macapá e também direcionou críticas a Davi Alcolumbre. O deputado havia anunciado previamente a viagem ao Amapá com o objetivo de pressionar o presidente do Senado em relação aos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes.
A escolha do estado tem peso político porque Alcolumbre é uma das principais lideranças políticas do Amapá e ocupa a Presidência do Senado.
Além de Scheid e Nikolas, o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) participou do ato. Carlos Jordy (PL-RJ) também foi associado à mobilização política mencionada durante o evento.
Campanha de Scheid mira o Senado
A participação em Macapá levou para fora de Rondônia uma das principais bandeiras políticas apresentadas por Scheid durante sua pré-campanha ao Senado: a defesa de Jair Bolsonaro e a oposição a decisões e integrantes do STF.
No discurso, o candidato relacionou a disputa política nacional à eleição para o Senado de 2026 e defendeu a formação de uma bancada de direita com maior capacidade de atuação a partir de 2027.
Scheid também reforçou a cobrança sobre Alcolumbre, colocando o presidente do Senado como responsável pelo encaminhamento político dos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo.
O que está em discussão
Pedidos de impeachment contra ministros do STF dependem de tramitação no Senado e não resultam automaticamente na abertura de um processo de impedimento. Cabe à Presidência da Casa decidir sobre o recebimento e o encaminhamento das denúncias dentro das regras regimentais e legais.
No ato em Macapá, porém, Scheid transformou o tema em uma das principais mensagens de sua campanha e encerrou sua participação com uma declaração de apoio à saída de Moraes do STF.
A manifestação ocorre em um momento de forte disputa política em torno do Supremo e do papel do Senado na análise de pedidos contra ministros da Corte.
Com Informações de Assessoria Bruno Sheid.
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Fonte: News Rondônia