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HISTÓRIAS DO MEU BAÚ – “BOLAS FORAS” DE AUTORIDADES

O dito “bola fora” é uma citação ouvida até poucos anos passados, representando que alguém foi tomar satisfação com outro porque terceiros encheram os ouvidos do primeiro com fatos não reais, o que já aconteceu comigo, e certamente com muitas outras pessoas, estando na minha lista de “bolas foras” situações envolvendo personagens diversas.
Na história da Amazônia não foi uma fofoca, mas na década de 1920 um soldado do EB perdeu a vida por causa de uma vírgula. A guarnição se revoltou, liderada pelo tenente Ribeiro Júnior e um navio da Marinha, estacionado no porto de Manaus, teria consultado o comando no Rio de Janeiro perguntando se era para atirar. A resposta que chegou ao comandante do navio, pela falta de uma vírgula, teria sido “Não tenha calma”. Ele atirou e dentre os atingidos um morreu, irmão de meu pai. Muitas vezes ouvi falarem que a resposta, transmitida pelo telégrafo, via código Morse, era: NÃO, TENHA CALMA. Pelo que sei ninguém em Manaus ficou sabendo se isso foi verdadeiro, creditando-se a culpa a quem escreveu a nota, a quem a transmitiu ou a quem recebeu.

Comigo aconteceu de um juiz me intimar por uma denúncia feita por causa de uma nota na coluna Painel, da Folha de São Paulo, fazendo crítica ao candidato Luiz Inácio a presidente, em 1989. Eu assinava uma coluna no jornal Alto Madeira e o editor Ivan Marrocos passou a dita cuja com a sugestão de fazer um fac-símile. Aí não sei quem no PT representou e fui chamado por um juiz. A nota dizia apenas algo relativo à campanha. O juiz perguntou se fora eu quem fizera. Respondi tratar-se de um “fac” e pedi que ele visse até a diferença gráfica usada pela Folha em relação ao AM. A coisa ficou por isso mesmo, mas até hoje creio que ele não havia lido a minha coluna.
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Fonte: Tribuna Popular

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