A primeira sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação das novas mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro terminou nesta quarta-feira (2) sem qualquer manifestação pública dos ministros sobre o caso. Os dez integrantes da Corte participaram dos trabalhos, nove presencialmente e Cármen Lúcia por videoconferência.
O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a sessão sem mencionar o relatório da Polícia Federal ou a crise instalada na Corte. Ele cumprimentou os presentes e passou diretamente aos julgamentos previstos para o dia, concentrados em processos de natureza tributária.
Foto: Marcelo Camargo/ABr
Alexandre de Moraes e André Mendonça ficaram sentados lado a lado durante os trabalhos, seguindo a disposição dos ministros no plenário. Foi o primeiro encontro público entre os dois desde que Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF. Durante a sessão, não houve conversa pública entre eles.
Moraes participou normalmente dos julgamentos e apresentou voto em processo sobre a incidência de PIS/Cofins nas receitas financeiras de seguradoras. Mendonça também participou das discussões da pauta. Nenhum dos dois utilizou a sessão para comentar as revelações ou os desdobramentos do caso.
O silêncio ocorreu um dia depois de Mendonça afirmar que os novos elementos envolvendo Moraes deverão ser submetidos ao plenário do Supremo. O relator defendeu que a análise seja realizada presencialmente e de forma “pública e transparente”.
Fachin já havia afirmado que as informações reveladas exigem o “devido encaminhamento institucional” e que anunciaria as medidas consideradas cabíveis após analisar o caso. Apesar da sinalização, a sessão desta quarta-feira terminou sem qualquer pronunciamento dos ministros sobre Moraes, Vorcaro ou o conteúdo do relatório da Polícia Federal.
Fonte: Conexão Política