Dados divulgados na manhã desta quinta-feira (23) pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam que, das dez cidades mais violentas do país em 2025, oito estão sob a gestão de governadores do Partido dos Trabalhadores (PT). O levantamento revela ainda que a totalidade dos municípios desse ranking fica no Nordeste.
A Bahia, sob o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), reúne cinco municípios no grupo dos dez mais perigosos: Eunápolis (85,1 mortes por 100 mil habitantes), Porto Seguro (71,2), Simões Filho (68,1), Jequié (67,4) e Juazeiro (55,8). Por sua vez, o Ceará, comandado por Elmano de Freitas (PT), soma outras três cidades à lista. Inclusive, o topo do ranking nacional pertence ao município cearense de Maranguape, que registrou 100,3 mortes violentas para cada 100 mil moradores, vindo acompanhado por Maracanaú (80,7) e Caucaia (66,6). Fecham a lista a cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, com taxa de 65,1, e Santa Rita, na Paraíba, com índice de 60,9.
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o fator central para a alta da violência nessas localidades é o confronto direto entre facções pelo domínio de rotas do narcotráfico. Por estarem posicionadas perto de portos, aeroportos ou entroncamentos de grandes rodovias estaduais e federais, essas cidades facilitam o escoamento de drogas tanto para o mercado interno quanto para o exterior.
No caso baiano, o relatório faz uma ressalva para o peso das ações policiais nos índices gerais: Porto Seguro liderou o índice nacional de mortes causadas por intervenção policial, registrando 32,3 casos por 100 mil habitantes. Já no Ceará, a atuação das organizações criminosas gera também o êxodo forçado de moradores. Em locais como Maranguape, Maracanaú, Caucaia e na própria capital, Fortaleza, facções chegam a expulsar famílias de suas residências sob a alegação de ligação com grupos rivais.
Apesar dos dados críticos nesses municípios, o quadro geral do Brasil teve avanço: o país teve uma redução de 8,2% nas Mortes Violentas Intencionais em 2025 na comparação com o ano anterior. A taxa nacional caiu para 19,1 mortes por 100 mil habitantes, atingindo o menor patamar registrado desde 2012. Em contrapartida, o Nordeste seguiu como a região com os piores índices do país, apresentando uma média de 31,6 mortes por 100 mil habitantes — valor bastante superior à taxa nacional.
Fonte: Conexão Política