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Márcia Regina defende educação e maior participação feminina na política de Rondônia

A professora Márcia Regina, pré-candidata a deputada federal por Rondônia, apresentou suas principais bandeiras políticas durante entrevista ao programa Em Cima da Hora, do News Rondônia. Educação, participação feminina na política, saúde pública, agricultura familiar e inclusão dos jovens estiveram entre os principais temas abordados.
Aos 51 anos, Márcia afirmou ter quase três décadas de atuação na Rede Estadual de Ensino. Migrante do Espírito Santo, chegou a Rondônia ainda adolescente, em 1988, e construiu sua trajetória pessoal, acadêmica e política no estado.
Durante a entrevista, ela destacou sua experiência como professora e ex-vereadora de Ji-Paraná e afirmou que pretende levar para a Câmara dos Deputados pautas relacionadas à educação pública e à redução das desigualdades sociais.
Da sala de aula à política
Márcia Regina contou que seu envolvimento com questões sociais começou ainda na juventude, por meio da Pastoral da Juventude e das Comunidades Eclesiais de Base.
Segundo ela, essa experiência despertou o interesse pela participação política como instrumento de transformação social.
A professora também destacou sua formação acadêmica. Graduada em Matemática pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), afirmou ter buscado formação em gestão pública e política e concluído recentemente o doutorado.
Na vida pública, exerceu dois mandatos como vereadora em Ji-Paraná pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo Márcia, foi a primeira mulher a conseguir a reeleição para o cargo de vereadora no município.
Agora, coloca seu nome à disposição para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, condicionada à oficialização da candidatura pelo partido nas etapas previstas pelo calendário eleitoral.
Educação é uma das principais bandeiras
Professora da educação básica, Márcia colocou a educação no centro de suas propostas.
Durante a entrevista, criticou a elevada carga de aulas enfrentada por professores da rede básica e defendeu melhores condições para que os profissionais possam desenvolver atividades além da sala de aula.
Para ela, uma escola de tempo integral não deve significar apenas aumentar o período em que o estudante permanece na unidade de ensino.
A proposta defendida pela pré-candidata é ampliar atividades relacionadas à arte, cultura, cidadania e protagonismo juvenil.
Márcia também ressaltou a importância da valorização dos professores e argumentou que as condições de trabalho dos educadores têm impacto direto na qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Outro ponto defendido é o fortalecimento dos grêmios estudantis e de outros mecanismos que ampliem a participação dos jovens na comunidade escolar.
Nova universidade federal para Rondônia
Entre as principais propostas apresentadas está a defesa da criação de uma nova universidade federal em Rondônia.
Márcia afirmou que acompanha essa discussão há anos e considera a expansão do ensino superior público uma ferramenta para estimular o desenvolvimento regional.
Segundo ela, a criação de outra instituição federal poderia ampliar a formação de professores e profissionais de diferentes áreas, além de fortalecer pesquisa, extensão e desenvolvimento econômico nos municípios do interior.
A pré-candidata citou como referência processos de expansão universitária ocorridos em outros estados por meio do desmembramento de instituições existentes.
A proposta, porém, dependeria de estudos técnicos, decisões administrativas, disponibilidade orçamentária e articulação com o Governo Federal e o Congresso Nacional.
Participação das mulheres na política
A baixa representatividade feminina nos espaços de poder também ocupou parte importante da entrevista.
Márcia defendeu uma presença maior das mulheres nos parlamentos e partidos políticos e argumentou que a representação institucional ainda não acompanha a participação feminina na sociedade.
Ela destacou que mulheres são maioria da população brasileira, possuem forte participação na sustentação econômica e organização das famílias, mas continuam sub-representadas nos cargos eletivos.
A pré-candidata também relacionou maior representação política feminina ao enfrentamento de problemas como violência contra a mulher, desigualdade salarial e feminicídio.
Para Márcia, mulheres com experiências em áreas como educação, saúde e gestão familiar podem contribuir diretamente para a formulação de políticas públicas relacionadas a essas realidades.
“Sem mulher, a luta é pela metade”, afirmou durante a entrevista, ao defender maior protagonismo feminino nos espaços de decisão.
Saúde mental de crianças e jovens preocupa pré-candidata
Na área da saúde, Márcia Regina destacou especialmente a saúde mental.
A partir de sua experiência como professora, relatou preocupação com situações de ansiedade, depressão, automutilação e tentativas de suicídio envolvendo crianças e adolescentes.
Ela defendeu o fortalecimento das políticas públicas de saúde mental e uma maior integração entre escolas, famílias e a rede de atendimento.
A pré-candidata também mencionou a necessidade de ampliar a atenção destinada a crianças e adolescentes neurodivergentes e fortalecer estruturas de atendimento especializado.
Outro ponto defendido foi a expansão da formação de profissionais de saúde em Rondônia. Nesse contexto, Márcia voltou a relacionar a proposta de uma nova universidade federal à possibilidade de ampliar a formação de médicos e outros profissionais para atender diferentes regiões do estado.
Ela também defendeu políticas públicas que considerem as características específicas das populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e demais comunidades tradicionais.
Agricultura familiar e educação do campo
A agricultura foi outro tema abordado durante a entrevista.
Márcia destacou a importância econômica do setor produtivo de Rondônia, mas defendeu que o desenvolvimento rural considere também a agricultura familiar, a diversidade produtiva e a sustentabilidade ambiental.
Com experiência acadêmica relacionada à educação do campo, ela criticou o fechamento de escolas em áreas rurais e argumentou que a ausência dessas unidades pode contribuir para o afastamento das famílias do campo.
A pré-candidata defendeu o fortalecimento de políticas que aproximem a produção familiar das escolas públicas por meio de programas de aquisição de alimentos.
Na avaliação dela, esse modelo pode gerar renda para pequenos produtores, fortalecer comunidades rurais e garantir alimentação diversificada aos estudantes.
Márcia também defendeu que a produção agrícola seja conciliada com a preservação das florestas e o respeito aos territórios indígenas e às comunidades tradicionais.
Jovens são incentivados a participar da política
A participação da juventude também aparece entre as bandeiras defendidas pela professora.
Márcia afirmou que os jovens precisam ocupar mais espaços de decisão, seja nos partidos políticos, movimentos sociais, conselhos de direitos ou outras organizações da sociedade civil.
Ela defendeu que essa participação seja acompanhada de formação cidadã e conhecimento sobre políticas públicas.
Segundo a pré-candidata, assim como ocorre com as mulheres, a juventude ainda possui representação limitada em muitos espaços institucionais.
“Sem juventude nem luta existe”, declarou ao incentivar jovens a se envolverem de forma ativa na vida pública.
Prioridades incluem educação e políticas sociais
Questionada sobre quais seriam suas primeiras prioridades caso seja eleita deputada federal, Márcia voltou a apontar a educação como eixo central.
Entre os temas mencionados estão o acompanhamento das metas dos planos de educação, a articulação para criação de uma nova universidade federal e o fortalecimento de políticas voltadas à saúde mental.
Ela também defendeu a retomada do debate sobre a tributação da energia elétrica produzida nos estados geradores e se posicionou favoravelmente à redução da jornada semanal de trabalho, citando a discussão nacional sobre o fim da escala 6×1.
Essas propostas dependem de debates legislativos e, em alguns casos, de mudanças legais ou constitucionais no Congresso Nacional.
Pré-candidatura depende de oficialização
Ao final da entrevista, Márcia Regina reforçou que seu nome ainda está na condição de pré-candidatura.
Ela informou que a convenção partidária está prevista para 25 de julho, etapa que deverá definir a eventual oficialização de seu nome para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
A professora afirmou que pretende construir uma atuação política baseada principalmente na educação, participação das mulheres e dos jovens, fortalecimento das políticas sociais e desenvolvimento regional.
Caso sua candidatura seja confirmada, essas bandeiras deverão integrar o debate eleitoral em Rondônia na disputa pelas oito vagas do estado na Câmara dos Deputados.

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Fonte: News Rondônia

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