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União Brasil e Progressistas não devem apoiar Flávio Bolsonaro nas eleições

A federação União Progressista, composta por União Brasil e Progressistas, não deverá integrar oficialmente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações de bastidores, a decisão foi construída após sucessivos desgastes entre lideranças da federação e o senador, além da avaliação de que um apoio formal poderia comprometer estratégias eleitorais em diversos estados.
Sem um alinhamento nacional, a tendência é que cada diretório estadual tenha liberdade para apoiar o candidato que considerar mais competitivo em sua realidade local.
Desgastes políticos influenciaram decisão
O afastamento entre Flávio Bolsonaro e dirigentes da federação ganhou força após episódios envolvendo importantes lideranças do Progressistas.
O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, esperava uma manifestação pública de solidariedade após ter sido alvo da Polícia Federal em investigação relacionada ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Segundo integrantes da legenda, o apoio esperado não aconteceu.
Antes desse episódio, havia, inclusive, discussões sobre uma eventual composição de chapa, com Ciro Nogueira ocupando a vaga de vice-presidente em uma candidatura liderada por Flávio Bolsonaro.
Outro fator que aumentou o desgaste ocorreu nesta semana, quando o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, demonstrou insatisfação após a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), aliado político de Flávio Bolsonaro.
Canella foi preso durante uma operação da Polícia Federal após um fuzil ser encontrado no porta-malas do veículo que utilizava. Em depoimento, afirmou que a arma pertenceria a um policial militar responsável por sua segurança, versão que, segundo a investigação, ainda não foi comprovada.
Lideranças da federação também esperavam uma manifestação pública de apoio por parte de Flávio Bolsonaro, o que igualmente não ocorreu.
Pressão dos estados pesou na decisão
Além dos episódios recentes, dirigentes estaduais passaram a defender que a federação permanecesse neutra na disputa pelo Palácio do Planalto.
A principal preocupação está concentrada em estados do Nordeste, onde parlamentares avaliam que um alinhamento automático ao bolsonarismo poderia comprometer candidaturas proporcionais e majoritárias, principalmente em regiões onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém elevado índice de aprovação.
A estratégia considerada mais segura é permitir que cada estado defina suas alianças conforme o cenário político regional.
São Paulo será exceção
Apesar da ausência de um apoio nacional, o Progressistas de São Paulo deverá caminhar ao lado de Flávio Bolsonaro.
A avaliação interna é de que esse alinhamento pode fortalecer a pré-candidatura do secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado Federal.
Dirigentes entendem que, enquanto o governador Tarcísio de Freitas deve concentrar esforços em favor da candidatura de André do Prado (PL), caberia a Flávio Bolsonaro impulsionar a campanha de Derrite junto ao eleitorado conservador.
Disputa pelo Senado em São Paulo
Nas eleições de 2026 estarão em disputa duas vagas ao Senado por São Paulo.
Pesquisa Datafolha divulgada recentemente aponta um cenário competitivo, com Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (PSB) tecnicamente empatadas na liderança.
Na sequência aparecem Ricardo Salles (Novo), André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), que buscam ampliar espaço junto ao eleitorado paulista.
O que é uma federação partidária?
A federação partidária é um modelo previsto na legislação eleitoral brasileira que permite a união de dois ou mais partidos para atuação conjunta em âmbito nacional durante, no mínimo, quatro anos.
Diferentemente de uma coligação eleitoral, a federação exige atuação política integrada no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais, tornando obrigatória uma estratégia nacional comum entre as legendas participantes.
FAQ
A União Progressista apoiará Flávio Bolsonaro?
A tendência é que não. A federação deve manter neutralidade nacional e liberar os diretórios estaduais para decidirem seus apoios.
Por que a federação recuou do apoio?
Entre os motivos estão desgastes políticos recentes, falta de manifestações públicas de apoio de Flávio Bolsonaro a aliados investigados e pressão de lideranças estaduais.
Os estados poderão apoiar candidatos diferentes?
Sim. A tendência é que cada diretório estadual tenha autonomia para definir seus próprios apoios na eleição presidencial.
O Progressistas apoiará Flávio em São Paulo?
Sim. Integrantes do partido avaliam que o apoio pode fortalecer a candidatura de Guilherme Derrite ao Senado.
 
Com informações de Victória Cócolo
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Fonte: News Rondônia

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