Agenda News, que foi ao ar na última terça-feira (07), tive a oportunidade de conversar com a Dra. Ilma Freitas, farmacêutica, mentora, escritora e fundadora da clínica Dra. Ilma Freitas Concept, referência em saúde estética e capacitação profissional.
Durante a entrevista, conheci não apenas a conselheira do Conselho Regional de Farmácia de Rondônia, mas também a força de uma mulher que transformou sua dor pessoal em missão coletiva.
A Dra. Ilma compartilhou detalhes sobre o Programa Estadual de Capacitação Farmacêutica para o Enfrentamento à Violência Doméstica, iniciativa pioneira que nasceu de sua experiência como sobrevivente.
O projeto, já aprovado pelo Conselho, tem como objetivo preparar farmacêuticos para identificar sinais de violência, acolher vítimas e orientá-las sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. Mais do que uma capacitação, representa um compromisso com a vida, a dignidade humana e o fortalecimento da rede de apoio às mulheres.
Segundo Ilma, muitos profissionais da saúde estão próximos das vítimas diariamente, mas nunca receberam treinamento específico para agir diante dessas situações. Ela defende que o farmacêutico pode ser o primeiro contato seguro para uma mulher que ainda não conseguiu denunciar o agressor.
Ao longo da conversa, ficou claro o quanto a Dra. Ilma acredita no poder da informação como instrumento de proteção. Ela relatou que muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos porque desconhecem seus direitos ou não sabem onde buscar ajuda. Por isso, reforça que as farmácias, por serem serviços de saúde acessíveis, podem se tornar portas de acolhimento e denúncia.
O programa prevê palestras em todo o estado até dezembro de 2026, voltadas para acadêmicos, farmacêuticos, balconistas e proprietários de farmácias. As farmácias que aderirem receberão o Selo Farmácia Amiga da Mulher, reconhecimento público de seu compromisso com a sociedade.
Entre os pontos essenciais das capacitações, a Dra. Ilma destacou:
– O sinal universal de pedido de ajuda, como o gesto da mão fechada com o polegar escondido.
– A importância da escuta ativa, sem julgamentos ou pressões.
– O encaminhamento para a rede de apoio especializada, como delegacias da mulher e centros de referência.
Ela afirma não enxergar a iniciativa como um projeto pessoal, mas como um compromisso social construído a partir de sua própria experiência.
Encerramos a entrevista com uma reflexão de quem hoje dedica sua voz para salvar outras vidas:
“Se eu conseguir ajudar uma mulher a encontrar coragem para mudar sua história, todo esse trabalho já terá valido a pena.”
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Fonte: News Rondônia