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Concurso

Concurso valoriza arquitetura indígena no Brasil

3 minutos de leitura

Terminam na próxima sexta-feira (10) as inscrições gratuitas para o Concurso Arquitetura Indígena no Brasil, promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). A iniciativa busca valorizar os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, incentivar a produção científica sobre o tema e destacar a contribuição da arquitetura originária para práticas sustentáveis e soluções adotadas na arquitetura contemporânea.

O concurso é promovido pela Comissão de Políticas Urbanas e Ambientais do CAU/BR, que desenvolve estudos relacionados à demarcação de terras indígenas, preservação cultural e arquitetura dos povos originários.

Arquitetura indígena inspira soluções sustentáveis

Segundo a presidente em exercício do CAU/BR, Leila Marques, muitas técnicas atualmente estudadas pela arquitetura contemporânea têm origem nos conhecimentos desenvolvidos pelos povos indígenas ao longo de gerações.

Entre os exemplos estão o uso de materiais naturais, como madeira, bambu, palha, fibras vegetais e cipós, além de técnicas construtivas que priorizam conforto térmico, ventilação natural, integração com a paisagem e baixo impacto ambiental.

Essas soluções, atualmente conhecidas como arquitetura bioclimática ou soluções baseadas na natureza, fazem parte da cultura construtiva indígena há séculos.

Primeira edição do concurso Esta é a primeira vez que o sistema CAU/BR realiza um concurso voltado exclusivamente à arquitetura indígena.

A iniciativa pretende ampliar a produção de conhecimento sobre arquitetura, território, cultura, sustentabilidade e ocupação tradicional dos espaços, reunindo os principais trabalhos em uma publicação inédita.

Os 13 melhores artigos e os 13 melhores projetos técnicos de cada categoria serão publicados em um livro previsto para ser lançado até o fim deste ano.

Quem pode participar

O concurso é destinado a arquitetos, urbanistas, pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação, profissionais de áreas relacionadas e integrantes de grupos de pesquisa.

Podem ser inscritos: Projetos técnicos de arquitetura; Artigos acadêmicos ou científicos; Estudos sobre arquitetura indígena; Pesquisas sobre ocupação tradicional do território; Trabalhos relacionados à preservação cultural, sustentabilidade e Amazônia Legal.

Também são aceitos projetos que abordem espaços coletivos indígenas, locais de celebrações, técnicas construtivas tradicionais e formas de organização das comunidades.

Premiação chega a R$ 10 mil Os melhores trabalhos receberão premiação em dinheiro.

Em cada categoria serão concedidos: 1º lugar: R$ 10 mil; 2º lugar: R$ 6 mil; 3º lugar: R$ 4 mil; Da 4ª à 13ª colocação: R$ 2 mil cada.

O resultado final está previsto para o dia 27 de agosto. Caso haja recursos, a divulgação será realizada em 8 de setembro.

Objetivo é preservar conhecimentos tradicionais

Além de incentivar pesquisas, o concurso pretende fortalecer o reconhecimento da contribuição dos povos originários para a arquitetura brasileira.

Segundo o CAU/BR, preservar esses conhecimentos significa registrar técnicas construtivas, formas de ocupação do território e soluções sustentáveis que continuam servindo de referência para profissionais e pesquisadores.

As inscrições são gratuitas e devem ser enviadas por e-mail até sexta-feira (10).

FAQ Até quando é possível se inscrever?

As inscrições gratuitas terminam na próxima sexta-feira (10).

Quem pode participar?

Arquitetos, urbanistas, pesquisadores, docentes, estudantes de pós-graduação e profissionais de áreas relacionadas.

Quais trabalhos podem ser inscritos?

Projetos técnicos de arquitetura e artigos científicos ou acadêmicos relacionados à arquitetura indígena, sustentabilidade e ocupação tradicional dos territórios.

Qual é a premiação?

O primeiro colocado de cada categoria receberá R$ 10 mil, além de premiações para os demais classificados até a 13ª posição.

Quando será divulgado o resultado?

O resultado final está previsto para 27 de agosto, podendo ser divulgado em 8 de setembro caso haja recursos.

Com informações de Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias