A aversão doentia do homem que insiste em provocar rupturas afrontosas entre o ser e o conhecimento são características execráveis de uma postura vergonhosa, possuída por uma belicosidade humana que usa, de forma extirpada, a violência delituosa como único recurso para chamar a atenção da linguagem midiática e, de forma reacionária, buscar se promover politicamente, sustentado nas pirâmides desvairadas do infortúnio e do calabouço em estágio de algazarra incontrolável.
Assassinar o saber, violar a casa do conhecimento e usar do abuso de autoridade, fica clarividente que utilizar-se do poder coercitivo na contumácia de provocar perturbação e conturbação num ambiente destinado a lapidar o ser constitucional de crianças e adolescentes é, no mínimo, ferir o direito à intelectualidade.
Nessa degradação moral e no desdém desmedido do embuste ardiloso que, de forma esdrúxula e insolente, o ser humano se transforma numa besta-fera soltando fogo pelas ventas, parece-me que a fera está determinada a continuar convivendo na escuridão estereotipada do mito da caverna.
De forma espúria e tacanha, a besta-fera escolhe um espaço vivido e, de forma leviana e desajuizada, fica rodando o rabo abrasador para todo lado, procurando encrenca com um desajustado igual a ela.
Nessa estúrdia exacerbada ao ato de pensar, a besta-fera repugnou a carta do ABC e a tabuada, e terminou levando somente giz para a sua apresentação no circo: pinta a cara, gargalha, grita e chora, envolvida no manto da ilusão, como bem diz Zé Fernandes. O palhaço, mesmo com a mulher esperando a hora da morte com câncer, ainda encontra forças para fazer o público sorrir, mesmo que retorne para casa chorando.
O discurso horripilante do ódio hostiliza e mata o próprio sujeito. Nessa ignobilidade expressiva de causar imbróglios e tumultos desvairados, são características aviltantes das quais a besta-fera se utiliza, sem se preocupar com a sua incúria insidiosa e traiçoeira.
O discurso fútil da besta-fera é preenchido de ódio, vingança e rancor, e se nega a mudar o discurso de ódio por projetos de lei que beneficiem a população através de políticas públicas que realmente atendam aos anseios e direitos da sociedade em derrocada. A linguagem diplomática, possuidora de propostas democráticas e inclusivas que estabeleçam diretrizes constitucionais voltadas ao exercício pleno da cidadania, continua de joelhos ao pé da cova, enquanto a besta-fera continua sem rumo e sem jaula para se aquietar.
A besta-fera, tenho certeza, um dia será enquadrada de tanto procurar confusão com os entes humanos e, com isso, as cartilhas jamais serão rasgadas novamente. O velho filósofo chinês Confúcio respondeu a uma pergunta de um discípulo e disse: “O estudo sem pensamento é inútil, e o pensamento sem estudo é perigoso.”
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Fonte: News Rondônia