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INSS reduz fila para 1,8 milhão de pedidos, menor nível em quase dois anos

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encerrou o mês de junho com 1,8 milhão de requerimentos em análise, o menor volume registrado nos últimos 21 meses. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (30), durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), em Brasília. A redução da fila é atribuída a ações como reforço de servidores, mutirões de perícia, ampliação da telemedicina e modernização dos processos de análise dos benefícios.
O avanço representa uma melhora importante para milhões de brasileiros que aguardam aposentadorias, pensões, auxílios e outros benefícios previdenciários.
INSS registra menor fila desde 2024
O Instituto Nacional do Seguro Social informou que encerrou junho com aproximadamente 1,8 milhão de requerimentos pendentes, alcançando o menor estoque de processos dos últimos 21 meses.
Segundo o balanço apresentado ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), cerca de 825 mil pedidos estão em análise há menos de 45 dias, prazo considerado dentro da meta operacional da autarquia.
Outros 555 mil processos aguardam análise por período superior a 45 dias, enquanto aproximadamente 451 mil requerimentos dependem de providências dos próprios segurados, como envio de documentos ou complementação de informações solicitadas pelo instituto.
O diretor de Benefícios do INSS, Leonardo Bittencourt, destacou que a estratégia não busca apenas reduzir o número de processos pendentes, mas também diminuir o tempo de espera dos cidadãos.
Tempo médio de análise caiu para 50 dias
O levantamento mostra que o INSS atualmente concede cerca de 700 mil benefícios por mês.
O melhor desempenho ocorreu em março deste ano, quando foram concedidos aproximadamente 890 mil benefícios, o maior volume registrado na série histórica da autarquia.
Com isso, o tempo médio de conclusão dos requerimentos caiu para 50 dias, índice inferior ao observado em períodos anteriores.
A redução beneficia principalmente trabalhadores, aposentados e segurados que aguardam respostas sobre aposentadorias, benefícios por incapacidade, auxílio-doença, pensões por morte, salário-maternidade e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Medidas adotadas pelo INSS para reduzir a fila
Segundo o instituto, a melhora nos indicadores é resultado da adoção de diversas medidas administrativas implementadas nos últimos meses.
Entre as principais ações estão:
Prioridade para novos requerimentos
O Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) passou a concentrar esforços na análise inicial dos pedidos protocolados recentemente.
Redução dos prazos internos
O prazo utilizado pelo PGB para análise foi reduzido de 45 para 30 dias, permitindo maior agilidade na tramitação dos processos.
Ampliação de mutirões
O instituto aumentou o número de mutirões destinados à realização de perícias médicas e avaliações sociais, acelerando a conclusão de milhares de requerimentos.
Reforço de servidores
Foram nomeados:
300 novos analistas do Seguro Social;
500 peritos médicos federais.
O reforço das equipes ampliou a capacidade operacional do órgão.
Expansão da Perícia Conectada
O programa de telemedicina foi ampliado para atender municípios onde há escassez de médicos peritos, reduzindo deslocamentos e acelerando atendimentos.
Utilização do Atestmed
O sistema Atestmed continua sendo utilizado para análise documental de atestados médicos em pedidos de benefício por incapacidade temporária, dispensando perícia presencial nos casos previstos em norma.
Reclamações por demora diminuem
Outro indicador apresentado pelo INSS mostra queda significativa nas reclamações registradas pelos segurados.
Entre janeiro e maio deste ano, as manifestações relacionadas à demora na análise dos benefícios caíram 44%.
O número passou de 14.491 reclamações para 8.047 registros, segundo dados da Ouvidoria do instituto.
A redução acompanha o aumento das concessões e a diminuição do tempo médio de análise.
O que ainda provoca atrasos?
Apesar da melhora, parte dos processos continua dependendo dos próprios segurados.
Entre os principais motivos estão:
ausência de documentos obrigatórios;
necessidade de atualização cadastral;
complementação de informações médicas;
pendências relacionadas ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
Especialistas recomendam que os segurados acompanhem regularmente o aplicativo Meu INSS para verificar eventuais exigências e evitar atrasos na conclusão do processo.
Impacto para os segurados
A redução da fila representa um avanço para milhões de brasileiros que dependem dos benefícios previdenciários.
Com processos analisados mais rapidamente, trabalhadores conseguem receber aposentadorias, auxílios e pensões em menor prazo, reduzindo impactos financeiros para famílias que aguardam esses pagamentos.
Além disso, a digitalização dos serviços e o reforço das equipes contribuem para tornar o atendimento mais eficiente.
FAQ
Qual é o tamanho atual da fila do INSS?
O instituto encerrou junho com aproximadamente 1,8 milhão de requerimentos, o menor volume dos últimos 21 meses.
Quanto tempo o INSS leva para analisar um benefício?
Atualmente, o tempo médio de análise é de cerca de 50 dias.
O que fez a fila diminuir?
Entre as principais medidas estão reforço de servidores, mutirões, telemedicina, redução de prazos internos e utilização do sistema Atestmed.
O que pode atrasar um benefício?
A falta de documentos, informações incompletas ou pendências cadastrais continuam sendo as principais causas de demora.
Como acompanhar o pedido?
O acompanhamento pode ser feito pelo aplicativo ou portal Meu INSS, onde o segurado também recebe notificações sobre eventuais exigências.

Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia

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