Uma onda de calor intensa castiga a Europa nesta segunda-feira (22), resultando em ao menos 18 mortes confirmadas na França. Entre as vítimas, estão duas crianças que faleceram após serem deixadas dentro de um carro aquecido no sudeste do país e três idosos que não resistiram aos efeitos das temperaturas elevadas na região de Bordeaux.
Crise de saúde e segurança
Além das mortes diretas pelo calor, o Serviço de Segurança Civil francês reportou 13 afogamentos entre domingo e segunda-feira. O aumento das mortes por afogamento durante períodos de altas temperaturas que chegou a 172% no ano passado preocupa as autoridades, que reforçam a necessidade de buscar apenas locais de banho supervisionados.
A situação levou milhares de escolas na França a suspenderem aulas ou ajustarem seus horários. O governo francês, por meio da ministra da Saúde, Stéphanie Rist, alertou para a continuidade do calor extremo, enquanto a agência meteorológica Meteo France mantém 49 áreas administrativas sob alerta vermelho.
O fenômeno “bloco ômega”
Especialistas explicam que a atual onda de calor é causada pelo “bloco ômega”, um padrão atmosférico que funciona como um bloqueio, impedindo a circulação de ventos e aprisionando o calor. Segundo Clair Barnes, pesquisadora do Imperial College de Londres, o sistema puxa massas de ar quente diretamente do Saara. O relatório da Organização Meteorológica Mundial confirma a gravidade do cenário, indicando que a Europa aquece em uma velocidade superior ao dobro da média global.
Impacto na Espanha e regulamentação
Na Espanha, a agência meteorológica Aemet emitiu alerta vermelho para o País Basco, região historicamente mais fresca. Em San Sebastián, a previsão de 40 graus Celsius representa mais que o dobro da média histórica para o dia 22 de junho. O Ministério do Trabalho espanhol intensificou a fiscalização sobre o cumprimento de leis que permitem o ajuste de jornadas de trabalho durante alertas climáticos, garantindo, inclusive, licença remunerada de até quatro dias para trabalhadores impedidos de chegar aos seus postos devido ao clima extremo.
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Fonte: News Rondônia