Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

Delegação iraniana viaja à Suíça para negociações de paz

Uma delegação iraniana de alto nível partiu para a Suíça neste sábado (20) para dar continuidade às negociações com os Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio. O grupo, liderado pelo negociador-chefe Mohammad Baqer Qalibaf e acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, busca assegurar os termos do memorando de paz assinado na última quarta-feira (17) pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian. O vice-presidente americano, JD Vance, também deve se juntar às conversações nos próximos dias.
Tensão no Estreito de Ormuz
As negociações ocorrem sob um clima de incerteza após o anúncio da Guarda Revolucionária Islâmica de que o Estreito de Ormuz teria sido fechado. Teerã justifica a medida como uma retaliação à continuidade das operações militares de Israel no sul do Líbano, que, segundo o governo iraniano, viola a cláusula principal do pacto de 14 pontos firmado com Washington.
Apesar das ameaças, o Comando Central dos EUA reiterou que o tráfego marítimo segue operante, com a passagem de 55 navios mercantes apenas neste sábado, carregando mais de 17 milhões de barris de petróleo. As forças americanas garantiram que manterão a segurança da via, vital para o abastecimento global de energia.
Impasse no Líbano
A trégua acordada para o Líbano enfrenta desafios críticos. A Defesa Civil libanesa registrou 16 mortes por ataques israelenses neste sábado, mesmo após o início do cessar-fogo. Israel mantém sua posição de não ser signatário do acordo entre EUA e Irã e assegura que continuará combatendo o Hezbollah, grupo que disparou mais de 50 projéteis contra forças israelenses na madrugada.
O Ministério da Saúde libanês contabiliza 4.057 mortes desde março, enquanto as autoridades israelenses confirmam a perda de 36 pessoas, entre soldados e civis, no mesmo período. Enquanto negociadores americanos como Jared Kushner e Steve Witkoff já coordenam os aspectos técnicos na Suíça, o futuro do conflito depende da viabilidade do cessar-fogo, visto por Teerã como condição indispensável para a continuidade das tratativas sobre o programa nuclear e a estabilidade regional.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias