O governo dos Estados Unidos e o Irã anunciaram a assinatura de um acordo provisório para interromper o conflito armado iniciado em fevereiro de 2026. O presidente Donald Trump declarou nesta terça-feira (16) que o pacto está consolidado e caminha para uma segunda fase. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a medida como um passo fundamental, embora tenha ressaltado que uma trégua definitiva ainda depende de negociações futuras.
Termos e próximos passos
O acordo estabelece a prorrogação de 60 dias para o cessar-fogo vigente desde abril e garante a reabertura do Estreito de Ormuz, via estratégica bloqueada pelo Irã após ataques norte-americanos e israelenses no início do ano. A próxima etapa das tratativas, focada no futuro do programa nuclear iraniano, está prevista para ocorrer na Suíça, com início nesta sexta-feira (19). A cerimônia de assinatura formal em Genebra deverá contar com a presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf.
Impacto econômico e incertezas
A notícia da trégua gerou reflexos imediatos no mercado global. Os preços do petróleo registraram quedas, atingindo novas mínimas de três meses, após acumularem uma perda de quase 5% na última segunda-feira. Apesar do otimismo financeiro, analistas do setor alertam que a normalização da produção de energia no Oriente Médio pode levar meses. O acordo é visto como um “documento geral” pelo governo norte-americano, e detalhes operacionais ainda são aguardados pelas próximas 48 horas.
Desafios internos e geopolíticos
O conflito, que resultou em pelo menos 7 mil mortes concentradas majoritariamente no Irã e no Líbano, deixou sequelas políticas para ambas as lideranças. Enquanto Trump enfrenta resistências dentro de seu próprio partido, o governo iraniano lida com o temor de novos protestos internos caso o pacto não resulte em alívio econômico imediato. Pautas cruciais justificadas pelo governo dos EUA e por Israel, como o suporte do Irã a grupos armados regionais e o controle do seu programa de mísseis, não fazem parte da agenda imediata das negociações.
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Fonte: News Rondônia