O mercado financeiro elevou, pela segunda semana consecutiva, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16), a previsão passou de 13,5 por cento para 13,75 por cento ao ano. O ajuste ocorre em um cenário de cautela econômica, poucas horas antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidirá nesta semana sobre a manutenção ou alteração da taxa, atualmente em 14,5 por cento ao ano.
Inflação acima da meta
As pressões inflacionárias continuam sendo o principal desafio para a política monetária. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,11 por cento para 5,3 por cento. Esta é a décima quarta semana de alta consecutiva na projeção, o que mantém o indicador acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que possui limite superior de 4,5 por cento. O aumento dos preços de combustíveis e alimentos, impulsionado pelas tensões da guerra no Oriente Médio, é apontado como o principal fator para a pressão nos preços.
Expectativas para a economia
Apesar da inflação elevada, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 apresentou uma leve melhora no levantamento desta semana, passando de 1,91 por cento para 1,96 por cento. Para 2027, a projeção permanece estável em 1,7 por cento. Em relação ao mercado cambial, a expectativa para o fechamento da cotação do dólar ao final do ano segue em 5,20 reais.
A reunião do Copom, que define o ritmo da Selic, acontece nesta terça e quarta-feira. A Selic é o principal mecanismo do Banco Central para o controle inflacionário: quando elevada, visa conter a demanda aquecida e controlar os preços, embora encareça o crédito; quando reduzida, busca estimular o consumo e a atividade econômica. O mercado financeiro projeta que a taxa seja mantida no patamar atual de 14,5 por cento neste encontro.
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Fonte: News Rondônia