O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou o balanço consolidado dos primeiros 30 dias de execução do Programa Brasil Contra o Crime Organizado. As ações integradas de asfixia financeira e repressão qualificada geraram um prejuízo estimado em R$ 1,6 bilhão para as facções criminosas que atuam em território nacional.
Lançada oficialmente em 12 de maio, a iniciativa estratégica mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública. Ao todo, foram desencadeadas 11 operações simultâneas que abrangeram todas as unidades da Federação, incluindo o estado de Rondônia.
As frentes de trabalho resultaram na prisão de 7.961 pessoas envolvidas com o tráfico de armas e de substâncias ilícitas. No balanço logístico, as forças de segurança retiraram de circulação 82,5 toneladas de drogas, 356 armas de fogo (sendo 312 convencionais and 44 de fabricação artesanal), 20.686 munições e 2,5 kg de explosivos, além de destruírem 93,2 mil pés de maconha.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que a capilaridade do programa demonstra a força da cooperação federativa. “Estamos retirando drogas, armas e recursos das organizações criminosas, enfraquecendo sua capacidade operacional e ampliando a presença do Estado”, afirmou o ministro.
Para além das apreensões táticas nas ruas, o programa focou no desmonte patrimonial das lideranças do crime organizado. Os agentes conseguiram confiscar R$ 523,3 milhões em bens móveis e imóveis, além de efetuar o bloqueio judicial de R$ 22,2 milhões em ativos financeiros e aplicar R$ 10,4 milhões em penalidades de multas.
Impacto por Operações Específicas:
Operação Renoe: R$ 528,2 milhões em prejuízo gerado;
Operação Fronteiras: R$ 485 milhões em desarticulação logística;
Operação Divisas: R$ 368,7 milhões em perdas para as facções.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou que a interrupção de rotas logísticas e o confisco de contas bancárias produzem impactos duradouros na segurança da população, desestruturando o financiamento de novos delitos.
No sistema penitenciário, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) atuou com o Projeto Padrão Segurança Máxima para modernizar 138 presídios brasileiros com bloqueadores de sinal e tecnologia de reconhecimento facial. A medida visa isolar chefias criminosas. Paralelamente, na região Norte, foi estruturada a Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), com sede em Manaus.
O monitoramento de novas ameaças conta também com o suporte da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), por meio da Rede de Laboratórios Estratégicos contra o Crime (Rede-Lab Crim). Criada em março de 2026, a rede de inteligência já instruiu mais de 10 mil agentes públicos em técnicas de combate à lavagem de dinheiro, rastreando ativos ocultados no exterior.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia