Os combustíveis foram os principais responsáveis por segurar a inflação oficial do país em maio. De acordo com os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina registrou queda de 1,46% no período, enquanto o óleo diesel recuou 2,34%. O resultado ajudou a reduzir o impacto do grupo de transportes no índice geral.
Fatores de queda
O recuo no preço da gasolina é reflexo de dois movimentos principais: a maior oferta de etanol e a política de subvenção do governo. Com a safra de cana mais rentável para o etanol, a maior disponibilidade do produto nas bombas forçou uma redução nos preços. Dado que grande parte da frota nacional é composta por veículos flex, a queda no valor do etanol estimulou a concorrência, levando a gasolina a seguir a tendência de baixa.
Simultaneamente, o governo federal mantém uma política de subvenção para amortecer a volatilidade dos derivados de petróleo. O mecanismo funciona como um reembolso a produtores e importadores, subsidiando o valor final ao consumidor. No caso da gasolina, o subsídio é de 0,44 reais por litro, o que permitiu absorver a maior parte de um reajuste recente anunciado pela Petrobras, repassando apenas 0,04 reais aos postos.
Contexto internacional e fretes
A queda em maio marca uma mudança de tendência após dois meses de fortes altas, iniciadas com o conflito no Oriente Médio no final de fevereiro. A instabilidade na região, que envolve ataques e o fechamento do Estreito de Ormuz, impactou o preço internacional do petróleo, fazendo com que o barril do tipo Brent atingisse picos superiores a 120 dólares.
Embora os combustíveis tenham ficado mais baratos na média nacional, o custo do frete permanece elevado, mantendo pressão sobre o preço dos alimentos. Segundo o IBGE, os produtos alimentícios subiram 1,33% em maio, representando o maior impacto de alta no IPCA. A análise técnica aponta que, apesar da deflação no grupo de transportes, o valor do frete continua sendo um fator que onera o custo final dos itens essenciais nas prateleiras dos supermercados.
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Fonte: News Rondônia