A advogada Florence Rosa oficializou, nesta quinta-feira (11), a sua saída da equipe de defesa de Monique Medeiros, ré no processo que apurou a morte do menino Henry Borel. O anúncio foi realizado por meio das redes sociais da profissional, que esclareceu que sua atuação estava restrita à sessão plenária do Tribunal do Júri. Segundo a advogada, a decisão foi tomada em consenso após a chegada de um novo colega ao corpo jurídico e a identificação de divergências nas estratégias defensivas.
Motivos do desligamento
Em nota, Florence afirmou que possuía a intenção de acompanhar o caso até a fase recursal, dado o recurso que ainda tramita no processo. No entanto, diante da incompatibilidade de visão sobre o andamento da defesa com o novo advogado contratado, optou-se pelo encerramento da prestação de serviço de forma consensual. Monique Medeiros passará a ser representada por outro profissional a partir desta mudança na composição de seu quadro jurídico.
Contexto do julgamento
A saída da advogada ocorre dias após uma decisão marcante no caso. Em 4 de junho, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, extinguindo a sua pena pela morte do filho. Na sentença, a magistrada mencionou o sofrimento da ré nos últimos cinco anos, classificando o período como um massacre, e ressaltou a condição de ré primária.
Diferente da situação de Monique, o ex-companheiro dela e padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 44 anos de prisão pelo crime. O Ministério Público do Rio de Janeiro não concordou com a decisão do perdão judicial e ingressou com um recurso no dia 6 de junho, questionando a interferência da magistrada no veredito.
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Fonte: News Rondônia