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Butantan mantém estudo clínico da vacina contra a dengue

O Instituto Butantan confirmou nesta quinta-feira (11) a continuidade dos estudos clínicos da sua vacina contra a dengue em quatro centros de pesquisa localizados na Região Sul do Brasil. A manutenção das atividades ocorre após o Ministério da Saúde anunciar, na última segunda-feira (8), a suspensão temporária da imunização com o fármaco produzido pelo instituto em todo o território nacional. A interrupção foi motivada pela investigação de casos pontuais de reações adversas graves, incluindo dois óbitos notificados.
Foco da pesquisa
O estudo clínico, que teve início em janeiro, possui um público-alvo específico: pessoas com idades entre 60 e 79 anos. O objetivo central é compreender como indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue reagem à vacina, comparando a produção de anticorpos nessa faixa etária com os resultados obtidos em adultos em testes anteriores. A Região Sul foi estrategicamente selecionada para o levantamento devido à baixa incidência natural da doença, o que permite um controle mais preciso da resposta vacinal.
Metodologia e segurança
As atividades de campo ocorrem em três cidades: Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, além de Curitiba, no Paraná. Com previsão de durar um ano, a pesquisa avalia não apenas a eficácia, mas, primordialmente, a segurança do imunizante. Em entrevista recente, o diretor do Instituto Butantan, Ésper Kallas, enfatizou que a suspensão da aplicação pública é uma medida cautelar e que a retomada dependerá de uma análise rigorosa dos dados e de uma metodologia científica criteriosa.
Expectativas para a imunização
Apesar da cautela imposta pela investigação dos óbitos, o Instituto Butantan reafirma sua confiança no potencial da vacina como uma ferramenta estratégica no controle da dengue no país. O processo de discussão com as autoridades de saúde segue em andamento para definir os próximos passos. A expectativa é que, após a conclusão da análise detalhada sobre a natureza das reações adversas, o instituto possa apresentar novos dados que embasem a segurança e o futuro do imunizante na rede pública de saúde.
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Fonte: News Rondônia

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