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Copa do Mundo 2026 registra baixa procura por turistas

O início da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos, que ocorre nesta quinta-feira (11), não trouxe a bonança esperada para o setor de turismo. Contrariando projeções iniciais, o fluxo de visitantes internacionais nas cidades-sede está abaixo do previsto, forçando hotéis a reduzirem tarifas e agências a repensarem suas estratégias. O cenário contrasta com edições anteriores, onde torcedores estrangeiros costumavam lotar os países anfitriões.
Obstáculos financeiros e logísticos
A complexidade logística de um torneio distribuído em 16 cidades de três países, somada à burocracia para obtenção de vistos, tem sido o principal entrave. Analistas apontam que a necessidade de visto para torcedores de mais da metade dos países classificados, aliada ao reforço na fiscalização de fronteiras, gerou incerteza e receio. O custo proibitivo é outro fator decisivo: o preço dos ingressos em cidades como Nova York e Miami chega a atingir a marca de 1 mil dólares, impulsionado por modelos de precificação dinâmica e revendas sem limites de valores.
Setor hoteleiro frustrado
Em Nova York, que sediará a final em 19 de julho, a Associação de Hotéis da cidade reduziu sua previsão de receita para o evento em 60%, totalizando cerca de 60 milhões de dólares. Grandes redes, como o Hilton, chegaram a cortar o valor da diária pela metade para atrair clientes. Dados da Cirium indicam que as reservas de voos da Europa para as cidades-sede caíram, em média, 3,8% em relação ao ano anterior, com quedas ainda mais acentuadas para a capital paulista dos EUA, Nova York, onde a demanda despencou 15,8%.
O refúgio dos aluguéis de temporada
Enquanto a hotelaria tradicional sofre, o setor de aluguéis de curta duração surge como uma alternativa para os torcedores. A plataforma Airbnb projeta o torneio como o seu maior evento da história, com alta nas reservas de acomodações econômicas nas cidades-sede, como Boston e Los Angeles. O comportamento do viajante atual mostra uma tendência de preferência por opções que permitam o compartilhamento de despesas, evidenciando que, mesmo diante de um evento de escala global, a sensibilidade ao preço tem sido o fator determinante para o baixo entusiasmo dos torcedores internacionais.
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Fonte: News Rondônia

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