A realização de uma sessão circense inclusiva em Porto Velho proporcionou uma experiência marcada pela emoção, acolhimento e acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e seus familiares. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), em parceria com o Circo Garcez, reforçando o compromisso da gestão municipal com a ampliação do acesso à cultura e ao lazer para todos.
A sessão especial contou com recursos cuidadosamente planejados para atender às necessidades do público. Entre as adaptações implementadas estavam o som ajustado para evitar sobrecarga sensorial, um espaço lúdico voltado à regulação emocional e sensorial e a presença de uma intérprete de Libras durante toda a apresentação, garantindo que o espetáculo pudesse ser acompanhado de forma acessível por pessoas surdas.
O evento reuniu autoridades da área de inclusão e assistência social, entre elas a secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, a diretora de Proteção Social Especial, Poliana Miranda, a diretora de Inclusão, Acessibilidade e Direitos Humanos, Lidiane Silva, e a articuladora do Selo Unicef em Porto Velho, Marília Falcão.
Mais do que oferecer entretenimento, a ação promoveu um ambiente de convivência e pertencimento. Pessoas com e sem deficiência compartilharam o mesmo espaço, demonstrando que a inclusão acontece de forma efetiva quando todos têm acesso às mesmas oportunidades e experiências.
Um dos momentos mais simbólicos foi a atuação da intérprete de Libras Graziela Dantas, responsável pela tradução simultânea dos números circenses. Ela participou da sessão ao lado do marido, Rafael Guimarães, que é surdo, e destacou a importância da iniciativa.
“Uma iniciativa maravilhosa da Prefeitura. Promover oportunidades de diversão e lazer para as pessoas com deficiência demonstra que a gestão municipal realmente está preocupada com essa população”, afirmou.
A sessão também emocionou famílias que convivem diariamente com os desafios da inclusão. Foi o caso de Jéssica Alves Lima, de 26 anos, pessoa com Síndrome de Down, que participou do evento acompanhada da tia, Marilena da Silva. Para ela, a ação representou uma oportunidade especial de acesso ao lazer.
Espetáculo foi especialmente adaptado para atender às necessidades do público
Segundo Marilena, iniciativas como essa demonstram o compromisso da administração municipal em criar espaços acolhedores e inclusivos para toda a população.
A diretora de Inclusão da Semias, Lidiane Silva, ressaltou que a ação é resultado do fortalecimento das políticas públicas de inclusão implementadas pela atual gestão. Segundo ela, a parceria com o Circo Garcez demonstra como a união entre o poder público e a iniciativa privada pode contribuir para a construção de uma cidade mais acessível, justa e solidária.
O Circo Garcez também recebeu reconhecimento pelo compromisso social demonstrado ao adaptar sua estrutura para atender o público com deficiência. A iniciativa evidencia a importância de ampliar práticas inclusivas nos espaços culturais e de entretenimento da capital.
Para o secretário da Semias, Paulo Afonso, a sessão inclusiva representa mais do que uma ação isolada. A expectativa é que iniciativas semelhantes passem a integrar de forma permanente a agenda de inclusão do município, ampliando o acesso da população a atividades culturais e recreativas.
O prefeito Léo Moraes destacou que a construção de uma sociedade mais inclusiva depende da atuação conjunta entre o poder público, instituições especializadas e o setor cultural. Segundo ele, a cooperação entre diferentes segmentos fortalece a cidadania e amplia oportunidades para todos.
A realização da sessão inclusiva reforça uma tendência cada vez mais presente nas políticas públicas brasileiras: garantir que a acessibilidade seja parte essencial das experiências culturais. Em Porto Velho, a iniciativa deixa como legado a mensagem de que a inclusão acontece quando todas as pessoas podem compartilhar os mesmos espaços, emoções e oportunidades com respeito e dignidade.
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Fonte: News Rondônia