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Irã fecha Estreito de Ormuz após novos ataques dos EUA

O regime iraniano anunciou, nesta quinta-feira (11), o fechamento total do Estreito de Ormuz para a navegação. A decisão, comunicada pela autoridade marítima do país, é uma resposta direta à nova onda de ataques aéreos realizados pelas forças dos Estados Unidos contra alvos iranianos nas últimas horas. A hidrovia é um ponto nevrálgico para a economia global, sendo responsável pelo transporte de cerca de 20 por cento do petróleo comercializado via marítima no mundo.
Escalada do conflito
O anúncio de bloqueio surge após dois dias de intensos confrontos que elevaram a instabilidade no Oriente Médio. De acordo com informações da Guarda Revolucionária do Irã, as investidas americanas atingiram infraestruturas críticas em diversas províncias, incluindo regiões próximas à capital, Teerã, e cidades portuárias estratégicas. Em contrapartida, Teerã sustenta que os ataques dos EUA, classificados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano como “ilegais e criminosos”, invalidaram o cessar-fogo que estava em vigor desde abril.
Impacto nas rotas e na economia
Desde o agravamento das hostilidades, em fevereiro de 2026, o controle do Estreito de Ormuz tem sido utilizado como peça central na estratégia militar do Irã. Embora as autoridades iranianas tenham permitido uma circulação restrita de embarcações nos últimos meses, o encerramento total agora declarado gera preocupações imediatas sobre o fornecimento global de combustíveis. A escalada do conflito militar entre Washington e Teerã já reflete no mercado internacional, com pressões sobre o preço do barril de petróleo.
Reação diplomática
A diplomacia iraniana afirmou que a ofensiva norte-americana constitui uma violação da Carta das Nações Unidas e que o compromisso de paz anterior é agora “praticamente sem efeito”. Enquanto os Estados Unidos mantêm que suas ações possuem caráter de legítima defesa contra ataques iranianos a instalações e forças aliadas na região, a comunidade internacional observa com apreensão o possível desdobramento do bloqueio, que ameaça transformar o embate em uma crise de segurança regional de grandes proporções.
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Fonte: News Rondônia

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