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Governo quer aumentar novamente a quantidade de etanol na gasolina

Foto: Tomaz Silva/ABr
O governo federal estuda elevar novamente a participação do etanol anidro na gasolina vendida no país. Nesta terça-feira (9), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que pretende encaminhar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nas próximas semanas, uma proposta para ampliar a mistura obrigatória de 30% para 32%.
A iniciativa atende a uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e surge menos de um ano após a entrada em vigor da atual composição. Em agosto de 2025, passou a valer o chamado E30, que aumentou a presença do biocombustível na gasolina após aprovação do CNPE.
Segundo Silveira, a medida foi debatida em encontro com representantes do setor energético e tem como objetivo fortalecer a segurança no abastecimento nacional, além de reduzir a dependência externa de combustíveis fósseis. De acordo com o ministro, a elevação para 32% poderá evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina por ano.
O governo também argumenta que o aumento da participação do etanol contribui para a redução das emissões de carbono e diminui a exposição do país a oscilações provocadas por conflitos internacionais e crises no mercado de petróleo.
Presente na reunião, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, afirmou que a maior utilização do etanol já gerou impacto econômico relevante para consumidores e para a balança comercial brasileira. Segundo ele, a diferença de preço entre os combustíveis teria proporcionado economia aos motoristas e reduzido os gastos do país com importações de gasolina.
Gussi destacou ainda que o etanol tem sido comercializado, em média, por valores inferiores aos da gasolina e avaliou que um novo aumento da mistura pode contribuir para aliviar os custos ao consumidor final. O dirigente também afirmou que testes realizados durante a implementação do E30 indicaram viabilidade técnica para a adoção de percentuais mais elevados do biocombustível.


Fonte: Conexão Política

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