O período do vazio sanitário da soja tem início em Rondônia nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026. A medida fitossanitária, que segue em vigor até o dia 10 de setembro, proíbe a semeadura e a manutenção de qualquer planta viva da oleaginosa em todo o território estadual durante 90 dias.
O objetivo principal da ação coordenada pelo Governo de Rondônia é interromper o ciclo evolutivo do fungo Phakopsora pachyrhizi. Este agente é o causador da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas que atingem a sojicultura, gerando prejuízos econômicos e aumento nos custos de produção.
De acordo com o gerente de defesa vegetal da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), Jessé de Oliveira Júnior, os agricultores devem eliminar as plantas voluntárias, conhecidas como “soja tiguera” ou “guaxa”. A proibição também se aplica a cultivos irrigados ou consorciados com milho, sorgo e milheto.
Uma novidade implementada a partir deste ano de 2026 determina a erradicação das plantas espontâneas que nascem às margens da rodovia BR-364. A responsabilidade pela limpeza desta faixa de domínio público caberá diretamente à concessionária que administra a via federal no estado.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou que a preservação da sanidade das lavouras assegura a competitividade do agronegócio rondoniense no cenário nacional. O presidente da Idaron, Julio Cesar Rocha Peres, reforçou que a cooperação técnica do produtor rural é indispensável para o sucesso da estratégia de prevenção.
Os trabalhos de monitoramento e orientação seguirão as diretrizes da Portaria SDA/Mapa nº 1.579, de 9 de abril de 2026, e da Instrução Normativa nº 4/2026/Idaron-Procfas. Os proprietários que desobedecerem às restrições do período proibitivo estarão sujeitos a sanções administrativas e multas previstas na legislação agrícola vigente.
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Fonte: News Rondônia