A espera por uma cirurgia tem transformado a rotina da aposentada Maria Aparecida Silva, que completa 64 anos neste sábado. Internada há quase um mês no Hospital Regional de Vilhena (HRV), ela aguarda a transferência para outra unidade de saúde onde possa realizar o procedimento necessário para tratar uma fratura sofrida após uma queda.
A situação foi denunciada por familiares da paciente, que afirmam enfrentar dias de incerteza enquanto aguardam uma vaga em outro município. Segundo o relato, a aposentada sofreu uma fratura no braço, na região do cotovelo próxima ao ombro, após cair durante um trabalho realizado em uma residência da cidade.
Natural do Paraná, Maria Aparecida chegou a Rondônia no fim da década de 1970, inicialmente no município de Cerejeiras. Há mais de 35 anos, fixou residência em Vilhena, onde construiu sua trajetória profissional atuando como merendeira em escolas da rede estadual de ensino.
Além do trabalho na educação, ela complementava a renda preparando bolos e salgados para eventos e confraternizações. Foi justamente durante um desses serviços que ocorreu o acidente que resultou na grave lesão.
De acordo com familiares, a aposentada foi encaminhada ao Hospital Regional de Vilhena no dia 9 de maio e, desde então, permanece aguardando a realização da cirurgia. Conforme informações recebidas pela família, o procedimento necessário não é realizado na unidade hospitalar do município.
Uma das filhas da paciente relatou que médicos teriam informado a conhecidos da família que a cirurgia já foi autorizada pelo sistema de regulação, mas a transferência ainda não ocorreu devido à falta de leitos disponíveis em hospitais habilitados para realizar o tratamento.
“Disseram que a cirurgia já foi liberada, mas até agora não apareceu nenhum leito em outro município onde o procedimento é feito. Além da demora, há várias pessoas na mesma situação aguardando transferência”, afirmou a familiar.
O caso chama atenção para os desafios enfrentados por pacientes que dependem da regulação estadual para acesso a procedimentos especializados fora de seus municípios de origem. Em situações como essa, a disponibilidade de vagas em hospitais de referência é um fator determinante para a realização do tratamento.
Enquanto aguarda uma solução, Maria Aparecida segue internada e acompanhada pela família, que espera uma resposta rápida das autoridades de saúde para que a cirurgia seja realizada e a paciente possa iniciar o processo de recuperação.
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Fonte: News Rondônia