O julgamento do Caso Henry Borel, considerado o mais longo da história do Rio de Janeiro, atingiu nesta quarta-feira (3) o seu décimo dia. A sessão, iniciada pouco antes das 10h30, é dedicada à fase de debates, momento em que a acusação e as defesas expõem suas interpretações sobre os fatos, provas e testemunhos coletados desde o início do júri, em 25 de maio.
Dinâmica e expectativas
A previsão é de que a sessão dure cerca de dez horas, podendo se estender até a madrugada de quinta-feira (4). O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, será responsável por decidir o destino do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, mãe da criança.
Acusação: O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sustenta que Henry Borel, de 4 anos, morreu após agressões cometidas por Jairinho, com a omissão de Monique.
Defesas: Os réus negam as acusações. Monique alega desconhecer as supostas agressões, enquanto Jairinho sustenta que a lesão fatal uma laceração hepática pode ter decorrido de um acidente ou de procedimentos realizados no pronto-socorro.
Procedimentos do julgamento
A juíza Elizabeth Machado Louro preside a sessão e será a responsável pela dosimetria da pena, caso os réus sejam condenados. A decisão final é construída através de perguntas objetivas respondidas pelos jurados, como a existência do fato, a autoria e a presença de agravantes.
Devido à complexidade e extensão do processo, existe a possibilidade de que o veredito só seja anunciado na manhã de quinta-feira, caso a juíza opte por um intervalo de descanso para os jurados e réus. Em caso de condenação, os réus serão levados presos diretamente do plenário, embora ainda caibam recursos judiciais.
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Fonte: News Rondônia