Mais de 43 mil famílias de Rondônia deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após registrarem aumento na renda familiar. Os dados refletem um cenário de crescimento da inserção no mercado de trabalho e do fortalecimento do empreendedorismo, fatores que permitiram a milhares de lares superarem a condição de pobreza e deixarem de depender do benefício social.
Somente em maio deste ano, cerca de 1,9 mil famílias rondonienses saíram do programa, resultado atribuído ao aumento da renda acima dos limites estabelecidos pela Regra de Proteção ou ao encerramento do período previsto para permanência nessa modalidade.
Entre os municípios de Rondônia, Porto Velho liderou o número de desligamentos, com 605 famílias deixando o programa apenas em maio. Na sequência aparecem Ji-Paraná, com 138 famílias, Ariquemes, com 122, Cacoal, com 96, e Jaru, com 80 desligamentos.
Também figuram entre os municípios com maior número de famílias que superaram a pobreza Vilhena (72), Machadinho D’Oeste (53), Candeias do Jamari (47), Ouro Preto do Oeste (45) e Rolim de Moura (45).
Os números reforçam uma tendência observada em todo o país. Desde a retomada do programa pelo Governo Federal em 2023, mais de 5,1 milhões de famílias brasileiras deixaram o Bolsa Família após ampliarem sua renda. Os maiores volumes foram registrados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O avanço também é percebido nas capitais brasileiras. Em maio de 2026, a cidade de São Paulo liderou o ranking nacional, com mais de 7,3 mil famílias desligadas do programa por aumento da renda. Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília aparecem logo em seguida.
Um dos principais mecanismos responsáveis por essa transição é a Regra de Proteção, criada no novo formato do Bolsa Família. A medida permite que famílias que aumentaram a renda continuem recebendo metade do benefício por até 12 meses, desde que a renda mensal por pessoa permaneça abaixo de R$ 706.
A iniciativa busca evitar que trabalhadores percam imediatamente o auxílio ao conseguirem uma oportunidade de emprego ou ampliarem seus ganhos, oferecendo uma transição mais segura para a independência financeira.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os números demonstram que o programa tem contribuído para estimular a geração de renda.
“Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados com informações do Cadastro Único, mostram que 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.
O resultado reforça a participação crescente dos beneficiários de programas sociais no mercado formal de trabalho e contraria a percepção de que o auxílio desestimularia a busca por emprego.
Outro levantamento, realizado pela FGV Social, aponta que a renda do trabalho entre os brasileiros mais pobres cresceu 10,7% em 2025, índice superior à média nacional. O desempenho foi impulsionado pela expansão do emprego formal e pelas regras de transição criadas para os beneficiários do programa.
Em Rondônia, os números indicam que milhares de famílias estão conseguindo construir novas fontes de renda e alcançar maior autonomia financeira, refletindo diretamente na redução da dependência de programas assistenciais e no fortalecimento da economia local.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia