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Google anuncia veto ao impulsionamento eleitoral no Brasil e não permitirá anúncios de candidatos, partidos e federações

Foto: WHoP
O Google decidiu manter a proibição de propaganda eleitoral paga em suas plataformas durante as eleições de 2026 no Brasil. Candidatos, partidos e federações não poderão contratar impulsionamento de conteúdo político no YouTube, na Busca do Google e na rede de display da empresa. A decisão repete a política adotada nas eleições municipais de 2024 e foi confirmada após avaliação interna da companhia sobre a possibilidade de rever a medida.
Por que o Google manteve o veto
Internamente, a companhia considerou rever a proibição para 2026, em razão do potencial financeiro da publicidade eleitoral em disputas nacionais e estaduais, que movimentam volumes significativamente maiores do que pleitos municipais. A decisão de manter o veto foi motivada pela ausência de mudanças nas regras estabelecidas pelo TSE para propaganda política on-line. Em nota, o Google afirmou que “continua comprometido com a integridade das eleições” e que seguirá dialogando com autoridades brasileiras sobre o tema.
O que dizem as regras do TSE
As regras do TSE estabelecem que o impulsionamento pago de propaganda eleitoral na internet poderá ocorrer entre 16 de agosto e 1º de outubro de 2026, período de campanha oficial. Após essa data, as plataformas deverão interromper a veiculação dos anúncios. A legislação também proíbe o impulsionamento de conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas nos três dias anteriores ao primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Impacto no mercado de publicidade eleitoral
O veto do Google tende a redirecionar investimentos para outras plataformas digitais. Nas eleições municipais de 2024, partidos e candidatos migraram parte dos recursos para redes sociais e aplicativos de mensagens. Em eleições gerais, o volume de publicidade política digital costuma ser substancialmente maior. O Google também informou que ampliará o uso do SynthID, tecnologia para inserir marcas d’água digitais em conteúdos gerados por IA, como parte de suas iniciativas de integridade eleitoral.


Fonte: Conexão Política

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