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Fim da escala 6×1 gera expectativas de mais qualidade de vida

A aprovação pela Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1 trouxe uma onda de esperança entre trabalhadores de diferentes setores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Após a votação na noite desta quarta-feira (27), profissionais que atualmente cumprem expedientes exaustivos já fazem planos para o tempo extra de descanso, caso a proposta avance pelo Senado e se torne lei.
Família e lazer como prioridade
Para muitos trabalhadores, a mudança representa, acima de tudo, a possibilidade de exercer papéis familiares que hoje são limitados pela exaustão e falta de tempo. A atendente de lanchonete Gessiane Roberto Vianna, de 28 anos, sonha em levar as filhas à praia. Ela relata que a rotina atual, agravada por duas horas diárias de transporte, a afasta das tarefas básicas, como o cuidado matinal com as crianças.
Sentimento semelhante compartilha o balconista Emerson Santos, de 43 anos, que deseja aumentar a frequência de passeios com o filho pela Floresta da Tijuca. Já a atendente Juliana de Mello, mãe de um bebê de quase dois anos, projeta a nova escala como uma oportunidade para acompanhar o crescimento da filha, incluindo idas ao pediatra e vacinações, tarefas que hoje são difíceis de conciliar com a jornada de segunda a sábado.
Educação e mercado de trabalho
Além da convivência familiar, o tempo livre é visto como investimento no futuro profissional. Stephanie Gonzaga, atendente de banca de jornal de 34 anos, planeja dedicar a nova folga aos estudos do seu curso técnico em enfermagem. Ela explica que, no regime atual, o cansaço acumulado inviabiliza o foco necessário para a qualificação profissional.
No setor produtivo, há a expectativa de que a mudança reaqueça categorias que perderam mão de obra devido à rigidez da escala 6×1. O porteiro Everton França, metalúrgico de formação, abandonou a profissão original por considerar o regime muito sacrificante. Com a perspectiva de uma jornada 5×2, ele cogita retornar ao setor metalúrgico, movimento que pode ser replicado por outros trabalhadores que se afastaram de funções mais exigentes em busca de qualidade de vida.
O próximo passo
A proposta, que visa a implementação de dois dias de descanso remunerado, ainda necessita de aprovação pelo Senado Federal antes de entrar em vigor. Enquanto isso, o clima entre os trabalhadores é de otimismo, com a esperança de que a medida corrija um modelo de trabalho que, na visão de muitos, limita o convívio social e o desenvolvimento pessoal.
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Fonte: News Rondônia

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