À medida que o Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte em busca do sexto título, aqueles que gostam de aposta que a Seleção vai repetir o feito sabem que essa expectativa sempre esteve profundamente enraizada no futebol brasileiro. Nenhuma nação venceu o torneio mais vezes, e nenhuma nação revelou mais heróis individuais ao longo de suas cinco conquistas. Com o mercado de apostas na Copa do Mundo já se formando em torno do torneio deste verão, aqui está uma análise de cinco jogadores que moldaram a história do Brasil na Copa do Mundo mais do que quase qualquer outro.
Pelé
O maior jogador de futebol que o Brasil já produziu chegou à Copa do Mundo de 1958 na Suécia com 17 anos e saiu como um fenômeno global. Pelé marcou seis gols no torneio, incluindo dois na final contra a Suécia, tornando-se o artilheiro mais jovem da história da Copa do Mundo com 17 anos e 239 dias, um recorde que permanece até hoje. Ele conquistou o torneio novamente em 1962 e 1970, encerrando sua carreira na Copa do Mundo com 12 gols em quatro edições. A edição de 1970, amplamente considerada o melhor desempenho coletivo da história do futebol, foi construída em torno de Pelé em seu auge absoluto, um jogador cuja combinação de capacidade atlética, visão de jogo e finalização não tinha igual. Ele continua sendo o único jogador a ter vencido a Copa do Mundo três vezes como jogador e o padrão pelo qual todos os atacantes brasileiros desde então têm sido avaliados.
Garrincha
Manuel Francisco dos Santos, conhecido mundialmente como Garrincha, nasceu com a coluna curvada para a direita e as pernas dobradas em direções opostas. Ele se tornou o ponta mais devastador de sua geração. Em 1958, ele fez parte da equipe que conquistou a primeira Copa do Mundo do Brasil, com suas jogadas pela ponta resultando em duas assistências na final contra a Suécia. Foi em 1962, no entanto, que sua lenda se consolidou. Quando Pelé rompeu um músculo da coxa no segundo jogo da fase de grupos, Garrincha carregou o Brasil sozinho, conquistando a Chuteira de Ouro com quatro gols e a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio, tornando-se o primeiro e até hoje único jogador a ganhar os dois prêmios juntamente com a medalha de campeão da Copa do Mundo no mesmo torneio. O Brasil nunca perdeu uma partida em que Garrincha e Pelé jogassem juntos, um recorde que permanece como um dos grandes “e se” da história do esporte.
Romário
Quando chegou a Copa do Mundo de 1994, o Brasil já não vencia o torneio há 24 anos. Romário acabou com essa seca quase sozinho. O pequeno atacante, apelidado de Baixinho, marcou cinco gols ao longo do torneio e ganhou a Bola de Ouro como melhor jogador, formando uma parceria devastadora com Bebeto que marcou a competição. Ele marcou o único gol da partida contra a Suécia na semifinal, deu a assistência para o gol da vitória de Bebeto contra os anfitriões nas oitavas de final e marcou na vitória nos pênaltis sobre a Itália na final. Sua inclusão na seleção havia sido controversa, devido a um relacionamento difícil com o técnico Carlos Alberto Parreira, mas seu desempenho tornou isso irrelevante. A espera de 24 anos do Brasil chegou ao fim graças a Romário. É tão simples quanto isso.
Ronaldo
Poucas histórias individuais da Copa do Mundo carregam o peso emocional da campanha de Ronaldo em 2002. O atacante havia sido o jogador dominante no torneio de 1998 antes que uma misteriosa crise convulsiva na manhã da final o deixasse uma sombra de si mesmo na derrota para a França, uma noite que lançou uma longa sombra sobre o que deveria ter sido o auge de sua carreira. Quatro anos depois, tendo passado grande parte do período intermediário se recuperando de graves lesões no joelho, Ronaldo voltou à Copa do Mundo e marcou oito gols, o maior número entre todos os jogadores do torneio. Ele bet tudo em uma última chance de erguer o troféu e conseguiu. Os dois gols na final contra a Alemanha foram dele, e ele recebeu a Chuteira de Ouro como artilheiro. Essa continua sendo uma das grandes histórias de redenção do esporte. Ele encerrou sua carreira na Copa do Mundo com 15 gols, um recorde na época de sua aposentadoria.
Rivaldo
A contribuição de Rivaldo para o triunfo do Brasil em 2002 às vezes é ofuscada pela narrativa de redenção de Ronaldo, mas seus cinco gols e brilhantismo consistente ao longo de sete jogos foram fundamentais para o sucesso da equipe. Ele marcou na fase de grupos contra Turquia, China e Costa Rica, depois contra a Bélgica nas oitavas de final e contra a Inglaterra nas quartas de final, dando a assistência para o famoso chute de falta de Ronaldinho no processo. Na própria final, foi o chute rasteiro de Rivaldo que Kahn não conseguiu segurar com segurança, permitindo que Ronaldo marcasse no rebote e colocasse o Brasil na frente. Ele foi nomeado para a Seleção All-Star da FIFA do torneio ao lado de Ronaldo e Ronaldinho. No auge de sua carreira, em 2002, Rivaldo era um dos meias-atacantes mais completos do mundo, e seu papel no quinto título do Brasil foi tão importante quanto o de qualquer outro jogador do elenco.
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Fonte: News Rondônia