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PEC do fim da escala 6×1 será aprovada, mas empresários esperam aumentar tempo de transição no Senado

O fim da escala 6×1 ganhou tração no Congresso Nacional, com expectativas de aprovação acelerada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trabalha para viabilizar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda nesta semana. No Senado, o cenário também é de avanço, com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizando a tendência de aprovação da matéria ainda em 2026.
Apesar da disposição política em votar o tema, o setor empresarial busca atuar nas negociações para ampliar os prazos de transição. Nesta terça-feira (26), Alcolumbre recebe representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O pleito do setor é aumentar a transição para quatro anos, com reduções graduais de jornada até o limite de 40 horas semanais, argumentando que o cronograma atual previsto em 14 meses no texto da Câmara é insuficiente para diversos segmentos da economia.
Transição setorial em debate
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), observa que o impacto da mudança não é uniforme. Segundo o parlamentar, setores como a construção civil já apresentam condições estruturais para a transição, enquanto o comércio deve demandar um regime diferenciado. A expectativa no Senado é que o texto final inclua regras de transição específicas por setor, equilibrando a proteção aos direitos trabalhistas com a sustentabilidade operacional das empresas.
Empresários reconhecem que o contexto político e a proximidade do pleito eleitoral tornam improvável o adiamento da votação, concentrando esforços na mitigação de impactos financeiros e operacionais. Enquanto a Câmara mantém uma proposta mais célere, que prevê ajustes na jornada em um intervalo pouco superior a um ano, o Senado surge como o espaço onde a estratégia empresarial de fatiar a implementação em quatro anos ou definir escalas distintas por ramo de atividade deve ser testada.
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Fonte: News Rondônia

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