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Brasil alcança maior índice de desenvolvimento humano da história

O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”, conforme aponta a pesquisa Radar IDHM, divulgada nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O país alcançou o índice de 0,805 em 2024, superando a marca de 0,744 registrada em 2012. A escala, que varia de 0 a 1, classifica como “muito alto” os resultados acima de 0,800. Há três décadas, o Brasil possuía um desenvolvimento humano baixo, inferior a 0,555.
O motor dessa evolução foi o parâmetro da educação, que saltou de 0,679 para 0,798 no período. Especialistas do Pnud atribuem esse salto a programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que, ao combater o trabalho infantil e condicionar a frequência escolar, gerou frutos estruturais após uma década de implementação. A melhoria foi notadamente mais expressiva entre famílias de renda mais baixa e, especificamente, na população negra, que começou a apresentar indicadores ascendentes a partir de 2016.
Desafios regionais e o impacto da pandemia
O estudo revela uma mudança na dinâmica regional: cidades antes vistas como periferia agora impulsionam a média nacional. Sete regiões metropolitanas do Nordeste, como Natal, Aracaju e Grande Teresina, já apresentam IDH “muito alto”, um fenômeno inédito nos levantamentos do Pnud. No entanto, o país ainda enfrenta dificuldades em outros eixos. Enquanto a saúde se mantém como o subíndice de melhor performance (0,860), devido à consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), o parâmetro de renda apresenta crescimento lento, situando-se no patamar de “alto desenvolvimento” (0,760).
Apesar da ascensão no ranking, o relatório alerta para as cicatrizes deixadas pela pandemia de covid-19. O Brasil ainda não recuperou os patamares de esperança de vida registrados antes de 2020. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud, Betina Barbosa, classificou como grave a negação da crise sanitária à época, que retardou respostas públicas necessárias. Atualmente, a mortalidade infantil é o indicador que mais preocupa os especialistas, exigindo intervenções imediatas para que o desenvolvimento humano brasileiro não sofra retrocessos.
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Fonte: News Rondônia

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