O julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros, ocorrido em 2021, foi suspenso nesta segunda-feira (25) após seis horas de sessão no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O primeiro dia da audiência concentrou-se em questões técnicas e deliberações da defesa. O réu Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, chegou a articular a destituição de seus advogados para tentar um novo adiamento, mas desistiu da manobra ao ser informado sobre o risco de ser transferido para a unidade de segurança máxima Bangu 1.
Atualmente, Jairinho permanece custodiado em Bangu 8, unidade destinada a detentos com nível superior e com regime disciplinar menos rigoroso. A desistência da estratégia permite que o cronograma do tribunal avance. Para esta terça-feira (26), a previsão é a oitiva de três testemunhas de acusação, entre elas dois delegados que conduziram a investigação e um médico legista. A estimativa jurídica é de que o júri popular se estenda por um período de cinco a sete dias.
A acusação contra o casal
Henry Borel tinha quatro anos quando foi morto na madrugada de 8 de março de 2021. De acordo com o Ministério Público, a criança foi vítima de espancamento por parte do padrasto enquanto a mãe, Monique Medeiros, manteve-se omissa. A denúncia aponta ainda que, em fevereiro de 2021, o menino teria sofrido outras três sessões de tortura física e mental praticadas por Jairo.
Jairinho responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de três crimes de tortura. Monique Medeiros enfrenta acusações por homicídio qualificado na forma omissiva, também sob agravantes de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da criança. O caso, que comoveu o país pela brutalidade, está sendo acompanhado de perto pelas autoridades judiciárias e pelo Ministério Público, que sustenta a tese de violência sistemática contra o menor.
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Fonte: News Rondônia