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Estudo usa células-tronco contra complicações do transplante de medula

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) avançam no desenvolvimento de uma terapia celular avançada voltada ao tratamento da Doença do Enxerto contra o Hospedeiro (DECH). A condição, uma das complicações mais graves após o transplante de medula óssea, ocorre quando as células do doador atacam o organismo do receptor. O projeto, pioneiro no Brasil, utiliza o produto chamado MesenCell, composto por células-tronco mesenquimais processadas em laboratório para modular o sistema imunológico do paciente.
Diferente do tratamento tradicional, que foca na redução da inflamação através de corticosteroides, a nova terapia atua diretamente na base da doença, inibindo a proliferação das células de defesa T e B. A coordenadora do projeto, Carmen Kuniyoshi Rebelatto, explica que o composto libera fatores solúveis que equilibram a resposta imunológica. A inovação surge como uma alternativa essencial para pacientes que apresentam resistência aos medicamentos de primeira linha ou que sofrem com a alta toxicidade das terapias convencionais.
Avanço nos estudos clínicos
O sucesso de um estudo-piloto com 11 pacientes motivou uma nova fase de testes clínicos, que envolverá 20 pessoas a partir de setembro. Nos resultados iniciais, a terapia demonstrou eficácia expressiva, alcançando a remissão completa em metade dos voluntários. Mais notadamente, o tratamento reverteu sintomas severos, como a esclerodermia, e obteve melhoras de 100% nas lesões cutâneas e 75% nos comprometimentos gastrointestinais, mesmo nos quadros considerados mais críticos.
A nova etapa da pesquisa será realizada em três centros de referência no Paraná: o Complexo Hospital de Clínicas da UFPR, o Hospital Erasto Gaertner e o Hospital Nossa Senhora das Graças. O projeto conta com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A expectativa dos cientistas é que, após a validação clínica, parcerias com o setor farmacêutico permitam a produção em larga escala do medicamento, ampliando o acesso a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Fonte: News Rondônia

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