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Em audiência de custódia, Deolane volta a negar elo com PCC e diz ter sido presa por estar advogando; MP-SP defende manutenção da prisão preventiva

Foto: Reprodução/Instagram
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra afirmou nesta sexta-feira (22) que sua prisão foi realizada no “exercício da profissão”. Em audiência de custódia perante o juiz Djalma Moreira Gomes, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ela declarou que valores recebidos em sua conta bancária em 2019 e 2020 são provenientes de honorários advocatícios.
Declaração na audiência
“Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando”, disse Deolane. A influenciadora afirmou que advogava para um cliente e, pelo serviço, assegurou ter recebido R$ 24 mil de honorários. “Fui presa no exercício da profissão. Na época dos fatos, eu advogava. E eu quero deixar bem claro: mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, mas que eu fui presa por estar advogando por uma quantia de R$ 24 mil, depositada em minha conta por um cliente que consta no próprio relatório da polícia”, afirmou.
Cliente identificado como integrante do PCC
Durante a audiência, Deolane declarou que acompanhava o caso de Diogenes Gomes Barros, preso por roubo na Penitenciária de Irapuru, no interior paulista, e identificado pela investigação como integrante do PCC. Ele é pai de Valentina, filha de Deolane. A revelação aprofunda a contradição entre o argumento da defesa e os elementos da investigação: o próprio cliente cuja representação Deolane usa como justificativa para os depósitos é identificado pelos investigadores como membro da facção.
Pedido de prisão domiciliar negado
A advogada de Deolane, Josimary Rocha, solicitou que a prisão fosse convertida em domiciliar, devido à idade da filha mais nova da influenciadora, de nove anos. A defesa argumentou que a investigação não envolve crimes com violência ou grave ameaça e que a prisão preventiva seria “exacerbada”. O pedido foi negado. A prisão preventiva foi mantida após a audiência de custódia.
O que a investigação aponta
Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu em sua conta R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil. A investigação aponta que ela tinha estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas usada para lavar dinheiro do PCC.
A Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados. Somente de Deolane, R$ 27 milhões estão bloqueados.


Fonte: Conexão Política

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