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Mensalidades de cursos de graduação caem em 2026

Os preços das mensalidades em instituições privadas de ensino superior registraram queda em 2026, segundo a pesquisa Cenário de Precificação da Graduação, divulgada nesta sexta-feira (22) durante o Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, no Rio de Janeiro. De acordo com o levantamento da Hoper Educação em parceria com a ABMES, as mensalidades dos cursos presenciais sofreram uma redução de 4,3%, enquanto os cursos na modalidade de Educação a Distância (EAD) tiveram recuo de 1,8%.
A mediana nacional das mensalidades para cursos presenciais atingiu 835 reais, ante os 873 reais praticados em 2025. Já no ensino a distância, a mediana caiu de 218 para 214 reais. O estudo reforça que os valores levam em conta os preços efetivamente praticados pelas instituições, incorporando descontos comerciais e de pontualidade. Esse movimento de queda reflete um cenário de alta competitividade e maior sensibilidade dos estudantes quanto ao custo-benefício.
Desafios por área e modalidade
Cursos historicamente valorizados, como as engenharias presenciais, apresentam um dos cenários mais expressivos de retração: a mediana caiu de 1.743 reais em 2016 para 967 reais em 2026. A análise aponta que a pressão pela migração para modalidades mais baratas e a ampliação da oferta pressionaram os preços desses cursos. A exceção permanece sendo Medicina, que mantém o valor mais elevado do mercado, com mensalidade mediana de 11,4 mil reais nas instituições privadas.
O setor de EAD enfrenta um momento de transição regulatória. Após as novas normas do Ministério da Educação (MEC) implementadas em 2025 que vedam cursos 100% à distância o mercado ainda busca ajustar a precificação. Embora a exigência de semipresencialidade demande maior estrutura e custos operacionais, muitos cursos ainda mantêm valores próximos aos praticados anteriormente. Para especialistas, o desafio futuro das mantenedoras será provar o valor acadêmico e a empregabilidade, superando a guerra de preços.
Cenário das matrículas
A educação superior privada continua sendo a maior porta de entrada para universitários no país, concentrando cerca de 80% das 10,2 milhões de matrículas registradas no último Censo. O ensino a distância, que superou o presencial em volume de estudantes (5,2 milhões contra 5 milhões), torna-se agora o principal campo de disputa regulatória e pedagógica. A tendência é que a precificação deixe de ser apenas um exercício de reajuste financeiro, passando a depender da reputação e da qualidade entregue ao aluno.
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Fonte: News Rondônia

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