O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (22) que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deve ser removido da cela comum onde estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e reconduzido a uma sala de estado-maior. O magistrado indeferiu, contudo, o pedido da defesa para que o investigado fosse transferido para o complexo penitenciário da Papuda, alegando que o regime de custódia em sala especial é o adequado para o momento.
Vorcaro encontrava-se na carceragem da corporação, local destinado a presos que aguardam transferência definitiva para presídios, após a Polícia Federal ter rejeitado sua proposta de delação premiada no início desta semana. Antes do insucesso nas negociações, o banqueiro ocupava uma sala reservada na própria superintendência, espaço utilizado anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, onde contava com melhores condições para despachar com seus advogados.
Investigação e Operação Compliance Zero
O banqueiro está preso desde o dia 4 de março, data em que foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação conduzida pela Polícia Federal apura irregularidades financeiras robustas no Banco Master e articulações para a compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.
A negativa de Mendonça em transferi-lo para a unidade que abriga presos dos atos de 8 de janeiro mantém o empresário sob custódia direta da Polícia Federal, mas altera as condições de seu confinamento. A defesa de Vorcaro buscava melhores acomodações no complexo prisional, mas o ministro reafirmou a necessidade da manutenção do custodiado em espaço condizente com as prerrogativas estabelecidas para o caso, enquanto o processo principal segue em tramitação sob sua relatoria no STF.
Veja mais notícias
Fonte: News Rondônia