O Novo Desenrola atingiu a marca expressiva de 12 bilhões de reais em dívidas renegociadas desde o seu lançamento, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas em todo o país. Segundo balanço apresentado nesta quinta-feira (21) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa permitiu a quitação de 449 mil débitos à vista, com descontos médios de 85%. No eixo voltado aos contratos do Fies, o programa já regularizou mais de 34 mil contratos, reduzindo o estoque original de 2,04 bilhões para 410,2 milhões de reais.
Para ampliar o acesso e facilitar a quitação, o governo liberou a utilização de recursos do FGTS a partir do próximo dia 26 de maio. De acordo com as regras, os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo disponível ou até 1 mil reais, prevalecendo o maior valor. A expectativa da equipe econômica é injetar até 8,2 bilhões de reais na economia por meio dessa medida, somados a outros 7 bilhões de reais provenientes do saque-aniversário residual.
Foco em empresas e novos perfis
O programa expandiu seu alcance para o setor corporativo, com destaque para o Pronampe, que já realizou mais de 31 mil operações, movimentando 5,1 bilhões de reais em apoio a micro e pequenas empresas. O Procred também apresenta números expressivos, com quase 10 mil operações voltadas a microempreendedores. O governo já articula, inclusive, uma nova fase do programa voltada para consumidores que estão em dia com suas contas, buscando premiar a adimplência.
Regras e restrições importantes
O Novo Desenrola abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo e pessoal. Entre as diretrizes estabelecidas, destaca-se o limite de juros de 1,99% ao mês e a variação de descontos entre 30% e 90%. Como medida de controle financeiro, o programa estabeleceu uma trava: beneficiários que aderirem à renegociação ficarão bloqueados por um ano em plataformas de apostas online.
“Não pode renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, reforçou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento. Com essa estrutura, o governo federal busca não apenas limpar o nome dos cidadãos, mas promover a educação financeira e garantir que o crédito retorne de forma saudável ao mercado brasileiro.
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Fonte: News Rondônia