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PF rejeita proposta de delação de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal decidiu não aceitar a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraudes bilionárias contra o Sistema Financeiro Nacional.
Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (21), investigadores da PF avaliaram que os relatos apresentados pelo empresário continham inconsistências quando comparados às provas e indícios reunidos durante a investigação iniciada em 2024.
O caso tramita no Supremo Tribunal Federal e está sob relatoria do ministro André Mendonça. A decisão da Polícia Federal já teria sido comunicada ao magistrado.
As apurações envolvem suspeitas de emissão irregular de títulos financeiros sem cobertura adequada, prática que teria provocado prejuízos bilionários ao sistema financeiro brasileiro. A investigação foi aberta após solicitação do Ministério Público Federal.
Apesar da recusa, fontes ligadas à investigação afirmam que novas negociações não estão descartadas caso Daniel Vorcaro apresente informações consideradas relevantes para o avanço do inquérito.
Enquanto a Polícia Federal rejeitou a proposta, a Procuradoria-Geral da República ainda analisa a possibilidade de acordo de colaboração premiada com o empresário.
Daniel Vorcaro era controlador do Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.
O banqueiro foi preso preventivamente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado. Após dez dias detido, acabou libertado por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Em março deste ano, Vorcaro voltou a ser preso durante a terceira fase da operação conduzida pela Polícia Federal. Desde então, vinha negociando um possível acordo de delação premiada.
Segundo fontes da corporação, o empresário chegou a permanecer em uma sala especial na Superintendência da PF em Brasília enquanto as tratativas estavam em andamento. Com o enfraquecimento das negociações, ele foi transferido novamente para uma cela da unidade policial e pode retornar ao sistema penitenciário federal.
A Operação Compliance Zero investiga supostos crimes financeiros, fraudes bancárias, lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo operações de crédito e emissão de títulos financeiros.
O caso é considerado uma das maiores investigações recentes envolvendo o sistema bancário brasileiro e segue sob sigilo parcial no Supremo Tribunal Federal
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Fonte: News Rondônia

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