O Governo de Cuba manifestou, nesta quinta-feira (21), uma reação dura às recentes acusações formuladas pelos Estados Unidos referentes à queda de aeronaves sobre o espaço aéreo cubano, ocorrida em fevereiro de 1996. Em nota oficial, Havana rejeitou a legitimidade da jurisdição americana sobre o caso, qualificando a postura da Casa Branca como um ato de provocação política baseado na “manipulação desonesta” dos eventos daquela década.
Segundo Havana, os Estados Unidos ignoram as denúncias formais apresentadas na época por Cuba junto à Organização da Aviação Civil Internacional e ao Departamento de Estado americano. O governo cubano sustenta que o episódio envolvendo o grupo Hermanos al Rescate organização baseada em Miami foi uma resposta de legítima defesa, amparada pela Carta das Nações Unidas e pela soberania aérea da ilha, após mais de 25 violações deliberadas ao território soberano.
Tensões e críticas ao cinismo diplomático
A nota oficial cubana denuncia o que chama de “grande cinismo” da administração do Presidente Donald Trump. Havana contrapõe a acusação americana citando ações militares dos EUA no Caribe e no Pacífico que resultaram em mortes e destruição de embarcações, alegando que o uso desproporcional da força militar por parte de Washington nunca foi devidamente responsabilizado.
As autoridades da ilha classificaram como ilegítimas as acusações direcionadas a Raúl Castro, atual líder da Revolução Cubana. Para o governo, tais medidas fazem parte de uma estratégia de elementos anti-cubanos para construir narrativas falsas, servindo como justificativa para o endurecimento do bloqueio econômico e de medidas coercitivas unilaterais contra a liderança da ilha.
Crise econômica e pressão internacional
O cenário atual é agravado por uma pressão econômica sem precedentes. Além do bloqueio petrolífero imposto em janeiro, a administração Trump ampliou sanções contra o conglomerado empresarial militar Gaesa, que detém cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado estratégico de Havana, também aprofundou o desabastecimento e a crise energética, colocando Cuba em uma situação de vulnerabilidade acentuada. O governo cubano reitera que as ameaças de agressão armada e as sanções unilaterais visam desestabilizar o sistema político vigente, mantendo a ilha sob crescente isolamento internacional.
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Fonte: News Rondônia