A vereadora Sofia Andrade fez um duro pronunciamento durante sessão da Câmara Municipal de Porto Velho após a confusão registrada no plenário nesta terça-feira (19). Em discurso marcado por críticas à falta de segurança, a parlamentar afirmou que já não se sente segura dentro da sede do Legislativo e voltou a cobrar medidas imediatas para reforçar o controle de acesso e o monitoramento interno da Casa.
A tensão aumentou depois de relatos de agressão e da suspeita de que uma pessoa estivesse armada dentro da Câmara. O episódio provocou clima de insegurança entre vereadores, servidores e cidadãos que acompanhavam a sessão.
Durante a fala, Sofia Andrade declarou que os pedidos por melhorias na segurança não são recentes. Segundo ela, desde o início do mandato já havia solicitado ao presidente da Câmara, Gedeon Negreiros, a instalação de detectores de metais, câmeras de vigilância e mecanismos permanentes de monitoramento no plenário.
“Essa Câmara de Vereadores não é mais um ambiente seguro para que a gente possa vir trabalhar aqui dentro.”
A vereadora também criticou a ausência de registros oficiais da confusão. De acordo com ela, a falta de câmeras dificulta a apuração dos fatos e abre espaço para versões contraditórias nas redes sociais.
“Fica o disse me disse e a polêmica na rede social.”
Além das cobranças por segurança, Sofia Andrade reforçou o pedido por mais transparência nas atividades do Legislativo Municipal. A parlamentar defendeu que todas as sessões da Câmara sejam transmitidas ao vivo no YouTube e permaneçam disponíveis para acesso posterior da população.
Segundo ela, a publicidade das sessões é fundamental para garantir fiscalização popular e fortalecer a relação entre a sociedade e o Poder Legislativo.
“A população precisa chegar em casa depois do trabalho e assistir à sessão da Câmara. Isso não é só importante, isso é crucial.”
A vereadora ainda revelou que avalia solicitar autorização para participar das sessões de forma remota, diretamente do gabinete, diante do clima de insegurança registrado no plenário.
O episódio reacendeu o debate sobre a segurança institucional dentro da Câmara Municipal de Porto Velho e aumentou a pressão por medidas que garantam proteção aos parlamentares, servidores e ao público presente nas sessões.
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Fonte: News Rondônia