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Evo Morales denuncia plano de captura enquanto governo evita operação imediata na Bolívia

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que estaria sendo alvo de uma suposta operação militar articulada pelo governo boliviano com apoio dos Estados Unidos para prendê-lo ou assassiná-lo. As declarações foram feitas em publicações nas redes sociais em meio à crise política que já provoca protestos e bloqueios há 17 dias no país.

Segundo Morales, a suposta operação contaria com apoio da DEA, agência antidrogas norte-americana, e do Comando Sul dos Estados Unidos. O líder cocaleiro também acusou setores das forças armadas e da inteligência boliviana de participarem da articulação.

Em uma das mensagens, Morales afirmou que militares de unidades especiais, como o CITE, a Companhia de Inteligência do Exército Boliviano e o Regimento Ranger de Challapata, estariam envolvidos na ação. Ele também citou o deslocamento de integrantes do Batalhão Ingavi VII Sajama para regiões tropicais da Bolívia.

As acusações acontecem no momento em que manifestantes ligados ao ex-presidente chegaram a La Paz, sede do governo boliviano, pressionando por mudanças políticas e contestando medidas adotadas pelo atual governo. Os protestos e bloqueios em rodovias já afetam o abastecimento de combustíveis, alimentos e insumos hospitalares em diversas regiões do país.

Enquanto Morales denuncia perseguição política internacional, o governo boliviano passou a responsabilizar o ex-presidente pelos atos de violência e pela instabilidade registrada nas últimas semanas.
O chanceler da Bolívia, Fernando Aramayo, declarou que a prisão de Morales “não está próxima” e afirmou que o governo não pretende realizar operações policiais que possam resultar em mortes. Segundo ele, o ex-presidente estaria “atrincheirado” em sua região de influência e tentando provocar confrontos para fortalecer sua narrativa política.
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De acordo com Aramayo, a chamada “marcha pela vida”, organizada por apoiadores de Morales, chegou a La Paz com baixa adesão. Outros grupos sociais, como mineiros, professores e trabalhadores urbanos, acabaram protagonizando os principais atos e episódios de tensão registrados na capital boliviana.

Apesar de afirmar que existem mecanismos judiciais e policiais para cumprir eventuais ordens contra Morales, o governo ainda não detalhou quais medidas pretende adotar diante do agravamento da crise e dos bloqueios que já entram na terceira semana consecutiva. Com informações de El Deber.

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Fonte: News Rondônia

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