O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou oficialmente a suspensão de um ataque militar em grande escala que estava planejado contra o Irã. A decisão estratégica busca abrir espaço para a avaliação de uma nova proposta de paz enviada pelo governo de Teerã a Washington. O recuo temporário ocorre em meio a intensas pressões diplomáticas para encerrar o conflito que envolve os EUA, Israel e as forças iranianas.
Em pronunciamento, o mandatário norte-americano confirmou que as Forças Armadas receberam ordens expressas para permanecer em estado de prontidão máxima e retomar a ofensiva a qualquer momento, caso as negociações bilaterais fracassem. A Casa Branca enfrenta forte pressão internacional para viabilizar a reabertura definitiva do Estreito de Ormuz, principal rota marítima de escoamento de petróleo do mundo.
Intermediação internacional e apelos de aliados
A decisão de adiar a operação militar secreta ganhou força após apelos diretos feitos por líderes do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos. De acordo com o governo dos Estados Unidos, os governantes do Golfo Pérsico argumentaram que um entendimento diplomático viável está próximo de ser firmado, trazendo estabilidade para os mercados globais e para as nações do Oriente Médio.
O canal de interlocução entre os países em conflito tem sido operado de forma oficial pelo Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, que sediou a primeira rodada de negociações. O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, confirmou que as contrapropostas de Teerã foram transmitidas aos diplomatas americanos, embora fontes diplomáticas em Islamabad relatem que o progresso técnico das conversas continua complexo.
Termos do acordo e divergências sobre sanções
Fontes diplomáticas indicam que o plano encaminhado pelo Irã assemelha-se a termos rejeitados anteriormente por Washington. O foco imediato das autoridades iranianas é obter a suspensão das sanções marítimas e econômicas em troca do fim das hostilidades. As discussões de alta complexidade em torno do programa de enriquecimento de urânio e do desenvolvimento nuclear seriam adiadas para etapas posteriores do comitê.
Apesar do impasse, negociadores apontam sinais de flexibilização na postura da diplomacia americana, que teria sinalizado com a possibilidade de desbloquear um quarto dos fundos financeiros iranianos congelados em contas no exterior. Por outro lado, o governo dos EUA desmentiu relatórios de agências de notícias iranianas que afirmavam haver um compromisso formal para a suspensão imediata das sanções petrolíferas.
Trégua instável e ataques com drones no Golfo
A atual conjuntura militar na região é marcada por um cessar-fogo altamente instável após semanas de intensos bombardeios aéreos. A segurança regional sofreu novos abalos com o registro de ataques com drones lançados a partir do espaço aéreo do Iraque em direção ao território da Arábia Saudita e do Kuweit, ações atribuídas por analistas de inteligência a milícias aliadas a Teerã.
O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão emitiu uma nota oficial condenando as recentes violações de espaço aéreo na península arábica. As forças de defesa da Arábia Saudita confirmaram a interceptação de três aeronaves não tripuladas carregadas com explosivos, o que levou o comando militar dos Estados Unidos a reforçar o monitoramento preventivo de alvos estratégicos e bases operacionais na região.
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Fonte: News Rondônia