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Anvisa suspende lotes de medicamentos de grandes laboratórios e proíbe fitoterápicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de medicamentos de grande circulação no mercado nacional. A resolução do órgão regulador foi publicada após as próprias fabricantes, os laboratórios Hypofarma e Cimed, emitirem notificações formais de problemas técnicos e operacionais identificados em suas linhas de produção, desencadeando processos de recolhimento voluntário.
No caso do laboratório Hypofarma, o alerta sanitário atinge diretamente o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml, em sua versão solução injetável distribuída em caixas contendo 50 unidades. O produto é amplamente utilizado na rotina hospitalar como um potente corticoide com ação anti-inflamatória. A suspensão foca exclusivamente no lote número 25091566, que apresentou inconformidades visuais graves durante os testes de estabilidade química.
Problemas em diluição e troca de embalagens
A direção da Hypofarma detalhou que optou pelo recolhimento preventivo do lote de dexametasona após constatar um fenômeno de escurecimento da solução líquida no momento em que o produto é submetido à diluição e associado a determinados medicamentos complementares. Já no caso da Cimed, a medida cautelar envolve o lote 2424299 de dois medicamentos genéricos de alta demanda para o controle do colesterol: a Atorvastatina cálcica 40 mg e a Rosuvastatina 20 mg.
O recolhimento voluntário da Cimed foi motivado por uma falha operacional na linha de embalagem, onde constatou-se a suspeita de mistura de insumos, com cartuchos de Rosuvastatina sendo identificados erroneamente no lote que deveria conter Atorvastatina. Diante do risco de troca involuntária de medicação por parte dos pacientes, a Anvisa estendeu o bloqueio de segurança para todas as unidades relacionadas ao lote citado.
Proibição de fitoterápicos clandestinos e sem registro
Paralelamente às suspensões dos laboratórios tradicionais, a Anvisa deflagrou uma ofensiva contra o comércio irregular de produtos naturais e fitoterápicos. A agência governamental determinou a apreensão e proibiu em definitivo a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de uma dezena de compostos medicinais que estavam sendo vendidos ao público sem qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro sanitário obrigatório.
A lista de produtos clandestinos vetados pela fiscalização federal inclui nomes populares comercializados em feiras e plataformas digitais, como Composto Cura Tudo, Composto Anti-álcool, Garrafada Cura Tudo, Ki Sinusite/Rinite, Composto Saúde do Homem, Composto Tira Fumo, Composto para Diabetes, Composto Taradão, Composto para Psoríase e a conhecida Garrafada do Seu Geraldo. Os fabricantes não apresentaram laudos técnicos que comprovassem a eficácia ou a segurança dos ingredientes contidos nas fórmulas.
Bloqueio total aos produtos da marca Status Verde
As sanções restritivas da agência de vigilância sanitária também foram aplicadas a todos os lotes de fitoterápicos fabricados sob a marca Status Verde. Entre as fórmulas vedadas estão o Composto Anti-Diabetes, Valeriana Composta, Erva Baleeria e o suplemento 7 Magnésios. O órgão alertou que o consumo de substâncias terapêuticas sem controle de qualidade e sem validação laboratorial representa um risco elevado à saúde pública devido à possibilidade de contaminação e dosagens incorretas.
A fiscalização da Anvisa orienta os consumidores e profissionais de saúde a checarem imediatamente os números de lote impressos nas embalagens de corticoides e remédios para colesterol em suas residências ou clínicas. Caso o cidadão identifique que possui alguma unidade dos lotes suspensos ou dos fitoterápicos proibidos, a recomendação oficial é interromper o uso e entrar em contato com o serviço de atendimento ao cliente do fabricante ou com a ouvidoria da vigilância local.
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Fonte: News Rondônia

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