A campanha Maio Roxo reforça neste mês a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), condições crônicas que afetam milhares de brasileiros e que exigem diagnóstico precoce para evitar complicações graves.
Entre os principais sinais de alerta estão diarreia persistente, dores abdominais frequentes, perda de peso sem explicação, anemia e sangramentos intestinais. Segundo especialistas, muitos pacientes demoram a procurar atendimento médico, permitindo que a doença avance silenciosamente.
As doenças inflamatórias intestinais mais comuns são a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Ambas provocam inflamações no trato gastrointestinal, mas possuem características diferentes. Enquanto a doença de Crohn pode atingir qualquer parte do sistema digestivo, da boca ao ânus, a retocolite ulcerativa afeta principalmente o reto e o cólon.
A médica Mariane Savio, integrante da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, alerta que sintomas por mais de quatro semanas precisam ser investigados rapidamente.
“Diarreia persistente, dor abdominal, emagrecimento e anemia não podem ser ignorados. Quanto antes houver investigação, maiores as chances de controle da doença”, destacou em entrevista à Rádio Nacional Amazônia.
O principal exame utilizado para confirmação do diagnóstico é a colonoscopia, além de exames de imagem como tomografia, ressonância magnética e ultrassom. O acompanhamento deve ser feito por gastroenterologistas ou coloproctologistas.
Apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer tratamento e medicamentos específicos para pacientes com DIIs, especialistas apontam que a demora no acesso a consultas e exames ainda representa um grande obstáculo.
Outro ponto de atenção é o aumento de fatores associados ao desenvolvimento dessas doenças, como alimentação rica em ultraprocessados, tabagismo e estresse.
A campanha Maio Roxo busca justamente ampliar o debate público e incentivar a população a procurar atendimento médico ao perceber sintomas persistentes, evitando agravamentos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
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Fonte: News Rondônia