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Discussão por ataque de cão termina com denúncia de agressão e injúria

Uma discussão motivada pelo avanço de um cachorro terminou em caso de polícia na tarde de domingo (17), na região central de Vilhena. Uma mulher que passeava com sua cadela acionou a Polícia Militar para denunciar ter sido agredida fisicamente e ofendida com termos homofóbicos por um morador local. O desentendimento começou após a pedestre reagir com um chute para afastar um cão da raça Pinscher que havia saído de uma residência.
De acordo com o relato da denunciante, o portão da casa do morador estava parcialmente aberto, permitindo que o animal saísse e corresse em sua direção de forma agressiva. Ela admitiu aos policiais ter desferido o chute apenas com o intuito de proteger a si mesma e ao seu animal de estimação. O tutor do Pinscher teria saído da residência alterado, iniciando uma discussão verbal e afirmando que ela deveria caminhar pelo lado oposto da via pública caso estivesse incomodada.
A pedestre argumentou que a rua era pública e que possuía o direito de transitar por onde achasse adequado. Conforme a versão apresentada pela acusadora, o homem a atingiu pelas costas logo após a resposta, provocando uma lesão no braço esquerdo dela. Para tentar conter as agressões, a mulher relatou ter segurado o braço do envolvido, momento em que ele teria passado a desferir ofensas direcionadas à orientação sexual dela, utilizando termos pejorativos.
A injúria baseada na orientação sexual foi formalmente incluída na denúncia policial. Caso as ofensas preconceituosas sejam confirmadas no decorrer das investigações, a conduta poderá ser enquadrada como crime de injúria racial equiparada ao preconceito de gênero ou orientação sexual, configurando um atentado contra a dignidade da vítima perante a legislação vigente.
Os envolvidos foram conduzidos pelas equipes da Polícia Militar até a Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) para prestarem esclarecimentos. No local, o morador apresentou uma versão diferente da inicial e negou veementemente ter utilizado termos preconceituosos contra a pedestre. O homem argumentou que a denunciante estaria se valendo de sua condição pessoal com o objetivo exclusivo de incriminá-lo perante as autoridades navais de plantão.
O tutor exibiu marcas de lesões em um dos braços, alegando que os ferimentos foram causados pelas unhas da mulher durante o embate. Em contrapartida, a pedestre rebateu a afirmação, sustentando que o homem teria entrado na própria residência após o ocorrido e se ferido intencionalmente com o propósito de imputar uma falsa agressão contra ela. O caso foi registrado com o recolhimento dos depoimentos de ambas as partes, e a Polícia Civil conduzirá o inquérito para esclarecer a dinâmica das agressões.
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Fonte: News Rondônia

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