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Ji-Paraná registra 10 prisões por furto de energia em 2026

Uma operação de fiscalização identificou mais um caso de furto de energia elétrica em Ji-Paraná, município que já soma 10 prisões pelo crime apenas em 2026. A ação ocorreu no bairro Capelasso, onde equipes da Energisa encontraram uma ligação clandestina abastecendo uma residência e uma distribuidora de bebidas sem medição regular de consumo.
Segundo a concessionária, o esquema irregular fornecia energia para o imóvel residencial e também para o estabelecimento comercial, que possuía diversos freezers em funcionamento. A irregularidade foi descoberta durante inspeção realizada na quinta-feira (14).
Após a constatação do possível furto de energia elétrica, a Polícia Militar e a Polícia Técnico-Científica foram acionadas para acompanhar os procedimentos no local. A perícia confirmou a ligação clandestina e os envolvidos foram conduzidos à Unidade Integrada de Segurança Pública (UNISP) de Ji-Paraná.
O caso amplia os números de ocorrências registradas no município ao longo deste ano. De acordo com dados divulgados pela Energisa, Ji-Paraná já contabiliza 10 prisões relacionadas ao crime de “gato” em 2026. Em todo o estado de Rondônia, 50 pessoas foram presas em flagrante por furto de energia elétrica neste período.
Além das prisões, duas pessoas já foram condenadas pela Justiça neste ano por envolvimento em fraudes no sistema elétrico, incluindo aplicação de pena e multa. O avanço das fiscalizações faz parte de uma estratégia da concessionária para reduzir perdas e combater ligações clandestinas em áreas urbanas e comerciais.
Os números registrados em Ji-Paraná também chamam atenção pelo histórico recente do município. Somente em 2025, mais de 1.500 irregularidades relacionadas a furto de energia elétrica foram identificadas pela concessionária na cidade. O município ficou na terceira posição do ranking estadual, atrás apenas de Porto Velho e Ariquemes.
Segundo a Energisa, o popular “gato” representa riscos graves à segurança da população. Além de provocar sobrecarga na rede elétrica, as ligações clandestinas podem causar incêndios, choques elétricos e interrupções no fornecimento de energia para consumidores regulares.
O gerente do Departamento de Combate às Perdas da Energisa, Daniel Andrade, destacou que as ações de fiscalização seguem sendo intensificadas em Rondônia. Ele alertou que o crime afeta diretamente a qualidade do serviço prestado e gera prejuízos para toda a sociedade.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, o furto de energia elétrica é crime e pode resultar em pena de dois a oito anos de prisão, além de multa. As autoridades reforçam que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas de forma anônima.
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Fonte: News Rondônia

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