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Taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos

A taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, segundo dados divulgados pelo IBGE na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral. O levantamento referente ao primeiro trimestre de 2026 evidencia desigualdades persistentes no mercado de trabalho brasileiro, com diferenças também entre homens e mulheres e entre faixas etárias.
De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego entre pessoas pretas fechou o período em 7,6%, acima da média nacional de 6,1% e significativamente superior à registrada entre pessoas brancas, que ficou abaixo de 5%, em 4,9%. Essa diferença reforça o indicador de que a taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, padrão que já vinha sendo observado em trimestres anteriores.
O instituto aponta que essa disparidade não é recente. Quando a série histórica foi iniciada em 2012, a diferença já era expressiva, com desemprego entre pretos 44,8% maior que entre brancos. O cenário se agravou durante a pandemia, quando chegou ao pico de 69,8% no segundo trimestre de 2020, e desde então mantém oscilações em patamares elevados.
Além da comparação entre pretos e brancos, o levantamento também mostra diferenças em relação à população parda. Nesse grupo, a taxa de desemprego ficou em 6,8%, o que representa 38,8% a mais do que entre brancos. O IBGE destaca que pardos representam a maior parcela da população analisada, com 45,4%, seguidos por brancos e pretos.
A pesquisa também evidencia desigualdade de gênero. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego entre mulheres foi de 7,3%, enquanto entre homens ficou em 5,1%. Isso significa que a desocupação feminina é 43,1% maior que a masculina, mantendo uma tendência histórica de maior vulnerabilidade das mulheres no mercado de trabalho.
No recorte regional e estrutural analisado pelo IBGE, o analista William Kratochwill aponta que a diferença entre os grupos pode estar associada a fatores como nível de escolaridade, acesso a oportunidades e localização geográfica. Segundo ele, a disparidade reflete elementos estruturais da sociedade brasileira e não apenas características isoladas.
Outro ponto relevante apresentado pela Pnad é a informalidade no trabalho. A taxa nacional ficou em 37,3%, mas é mais alta entre pardos (41,6%) e pretos (40,8%), enquanto entre brancos é de 32,2%. O dado reforça a desigualdade também na qualidade das ocupações, já que trabalhadores informais não possuem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
O levantamento ainda detalha o comportamento do mercado de trabalho por idade. Jovens de 14 a 17 anos apresentam a maior taxa de desocupação, com 25,1%, enquanto pessoas com 60 anos ou mais registram o menor índice, de 2,5%. Segundo o IBGE, essa diferença está relacionada às fases de entrada e saída do mercado de trabalho.
Mesmo com as desigualdades evidenciadas, o instituto destaca que a análise por cor ou raça é feita com base na autoidentificação dos entrevistados, o que permite compreender melhor a composição social do país e os desafios persistentes na redução das desigualdades estruturais.
O conjunto dos dados reforça que a taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, mantendo o tema como um dos principais indicadores de desigualdade no mercado de trabalho brasileiro.
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Fonte: News Rondônia

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