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Coluna PONTO CRÍTICO – Léo Moraes segue boicote e “picuinha” com a vice

Coluna Ponto Crítico – Por Felipe Corona

Prefeito/rei da capital não coloca nome de Magna dos Anjos em placas de inauguração; vice provavelmente vai fazer mais votos que Paulo Moraes Jr, que é apagado e sem carisma, além da coluna condenar ataques contra jornalistas

Atritos
A quebra da parceria entre o prefeito Léo Moraes (Podemos) e a vice Magna dos Anjos (Novo) aconteceu logo nos primeiros dias do mandato de ambos. A advogada pediu cargos para abrigar sua equipe e quem a apoiou na eleição que elegeu a dupla. Mexe para cá e para lá e Léo não cumpriu sua palavra e deu apenas 14 vagas para ela.
Atritos 2
Em seguida, Léo condicionou os poucos espaços que deu a Magna a um apoio sem limites dela ao irmão dele, Paulo Moraes Jr, nas eleições deste ano. A vice-prefeita negou (por motivos óbvios por quebra de acordo) e disse que se candidataria a deputada estadual também. Como sempre, o prefeito ficou nervoso e com mão de ferro, prometeu exonerar todos os indicados de Magna.
Atritos 3
Passaram alguns meses, e em tom ditatorial, Léo exonerou as 14 pessoas da equipe de Magna sem avisá-la ou consulta. Inclusive, retirou os seguranças (pagos com dinheiro público) que ela teria direito. Com isso, deu o recado que Magna não participaria mais da gestão que ela ajudou a chegar no poder. Inclusive, o nome dela não aparece em nenhuma das placas de inauguração ou reinauguração da atual gestão.
Atritos 4
Com longa experiência na política, sendo assessora parlamentar de figuras importantes na Assembleia Legislativa (incluindo o prefeito da capital), Magna não decidiu ficar quieta, especialmente quando a população (especialmente da zona Sul) conhece seu trabalho há décadas.
Queda de braço
O primeiro capítulo dessa disputa silenciosa aconteceu na semana passada, durante a entrega da revitalização da praça do Cohab Floresta, bem perto de onde mora há quase 30 anos. A vice-prefeita não foi convidada, porém esteve presente no evento, feito para Léo brilhar sozinho.

Queda de braço 2
Discursos vão, discursos vêm e o nome de Magna não foi anunciado no início da cerimônia. Porém, depois de pedidos da população presente, ela foi chamada à frente. Só aí (à contragosto), Léo inclusive citou e parabenizou a advogada evangélica pelo trabalho realizado na zona Sul da capital.
Queda de braço 3
A animação foi tanta que anunciaram uma festa de Dia das Mães no campo do Abobrão, há poucos metros dali, no sábado, véspera da data importante. Houve apresentações musicais, sorteio de brindes (incluindo bicicleta, smart TV e vários pix de R$ 1 mil e outros de 500 reais). No início da apuração, várias autoridades foram chamadas. Até a mãe de Léo, a famosa Sandra Moraes foi chamada ao palco. Contudo, “esqueceram” de Magna dos Anjos.
Queda de braço 4
Iniciado o sorteio, parte dos presentes começaram a gritar o nome da vice-prefeita, que estava bem ao lado do tablado. Constrangidos, os membros do cerimonial anunciaram Magna, que pouco depois, entregou um dos brindes sorteados.
Queda de braço 5
Em conversa rápida com este colunista antes de subir ao palco na festa das mães no Cohab, por livre e espontânea pressão do povo, Magna disse que vai se manter firme na campanha rumo à Assembleia Legislativa e que vai continuar atendendo as demandas da população sempre que possível.
Perdido
O próprio Léo sabe bem da força de Magna na zona Sul e na igreja Assembleia de Deus, onde foi buscar votos por causa da ex-assessora, e agora, vice-prefeita. Ele tem que lembrar que cerca de 40% (ou mais) de rondonienses se declaram evangélicos. Por causa dessa parcela importante da sociedade, ele foi eleito junto com ela! Do jeito que está, Magna terá mais votos do que o apagado Paulo Moraes Jr.
Insosso
E falando na pré-candidatura de Paulo Moraes Júnior (Podemos) à Assembleia Legislativa, o fato parece ter produzido um efeito colateral que ninguém no núcleo duro da Prefeitura de Porto Velho gostaria de admitir em voz alta: o desconforto interno virou rotina e já não é mais possível escondê-lo debaixo do tapete do marketing institucional.

Insosso 2
Filho do ex-deputado Paulo Moraes, da vereadora Sandra Moraes e irmão do prefeito Léo Moraes, Paulo Júnior tenta trilhar o caminho natural das famílias tradicionais da política brasileira: a velha e conhecida sucessão hereditária, esse esporte tão popular nos corredores do poder. O problema é que, desta vez, a engrenagem parece estar fazendo barulho demais.
Força bruta
Nos bastidores, a queixa é recorrente: a tentativa de empurrar seu nome goela abaixo da base governista vem produzindo mais irritação do que entusiasmo. E o diagnóstico, segundo interlocutores próximos da gestão, é direto e sem anestesia: falta a Paulo Moraes Jr aquilo que na política não se compra, não se terceiriza e nem se herda por sobrenome: tino político.
Força bruta 2
Enquanto Léo Moraes, goste-se ou não dele, aprendeu a dominar a arte do corpo a corpo político: abraça, sorri, tenta escutar e finge paciência quando necessário. Já o irmão parece seguir outro manual, mais frio, mais técnico e mais empresarial. Ou, como alguns aliados definiram com ironia nada discreta: o famoso tratamento na base do “CDS” (curto, direto e sem afeto – com cargos também). Traduzindo: falta calor humano.
Picolé de chuchu
E política, para desespero dos marqueteiros mais modernos, ainda é feita disso. De aperto de mão. De olho no olho. De lembrar nome de liderança comunitária. De ouvir reclamação que não vai resolver. De fingir que vai resolver. É um teatro antigo, mas continua funcionando. Nesse quesito, dizem os próprios aliados, Paulo ainda parece um visitante ocasional no próprio espetáculo.
Picolé de chuchu 2
O temor dentro da administração municipal é compreensível. Em 2024, sua estreia eleitoral foi tudo, menos animadora: pouco mais de 1 mil votos. Um número modesto até para quem disputa presidência de associação de bairro, imagine uma cadeira na Assembleia. E há outro detalhe que tira o sono do grupo: o Podemos, hoje, não parece exatamente uma máquina de eleger deputados estaduais em Rondônia.
Picolé de chuchu 3
Ainda que Paulo Moraes Júnior tenha currículo razoável no setor privado (empresário, gestor dos negócios da família, perfil discreto, defensor de valores cristãos e da boa e velha tríade “ética, integridade e renovação”), a migração do mundo empresarial para o universo político está se revelando menos simples do que talvez imaginaram no café da manhã em família.
Verdades
Porque voto não se conquista com planilha, muito menos com sobrenome. A insistência na candidatura tem criado um dilema delicado para o prefeito: aliados se sentem pressionados a apoiar um projeto em que muitos, internamente, não acreditam. A oposição observa tudo de camarote e agradece. Afinal, não há presente melhor do que um governo ocupado brigando com a própria sucessão.
Verdades 2
Sem um sucessor competitivo e consensual, Léo Moraes começa a perder capacidade de articulação justamente onde mais importa: dentro da própria base. E isso, em política, costuma ser o primeiro sinal de alerta.
Verdades 3
Por enquanto, Paulo Moraes Júnior segue tentando construir sua imagem pública. Direito dele. Mas a leitura dos bastidores continua dura: falta traquejo, falta conexão popular, falta carisma e sobra a impressão de que alguém tentou transformar currículo empresarial em capital eleitoral como se fossem equivalentes. Não são, ainda mais com a mão de ferro de Léo.
Verdades 4
Se esse quadro não mudar rapidamente, a Prefeitura de Porto Velho pode continuar refém de um problema clássico da política brasileira: o governante que, tentando fabricar um herdeiro político, acaba enfraquecendo a si mesmo. E, convenhamos, para quem prometia continuidade, começar criando turbulência talvez não seja exatamente o melhor plano de voo.
Ataques
Nesta semana, o jornalismo rondoniense sofreu dois duros golpes. O primeiro foi a agressão durante cobertura ao vivo do colega Richard Nunes, do Rondoniaovivo. Três machões valentes agrediram o profissional (que estava sozinho) com socos e golpes de capacete enquanto ele fazia imagens de um acidente com vítima fatal na zona Leste.

Ataques 2
Segundo informações preliminares, eles teriam se revoltado pelo trabalho de Richard mostrar o corpo do jovem que estava na moto e morreu no acidente. O que não é verdade. Conheço Richard há muitos anos e ele jamais mostraria o cadáver de uma pessoa ao vivo na internet.
Ataques 3
O importante é que o trio foi identificado e deverá ser punido no rigor da lei. Nada se resolve na força bruta. Não custaria nada conversarem com o repórter antes de partirem para violência gratuita, desnecessária e covarde. Agora, com a cara conhecida por toda a cidade, vão inventar alguma desculpa pelo descontrole.
Ataques 4
Falando em descontrole, mais uma vez, o vereador Marcos Combate (Agir) foi acusado de mais uma agressão (agora física) contra um jornalista, dentro da Câmara de Vereadores. Segundo a vítima, o parlamentar não teria gostado de críticas que Edival Sheik teria feito em sua página no Instagram, chamada Se Liga PVH.
Ataques 5
Resultado: gritaria e 10 socos que ele teria dado em Edival, que registrou ocorrência na Polícia Civil, e tem como testemunha o colega de parlamento, Breno Mendes (Avante), que afirmou ter visto as ofensas verbais e a agressão física de Combate dentro de seu gabinete.

Contra-ataque
Já Marcos Combate registrou boletim de ocorrência por suposta extorsão de Edival Sheik, que teria cobrado 20 mil reais do vereador para cessar as críticas ao seu trabalho.
Opinião
Repudio totalmente qualquer tipo de agressão ou impedimento do trabalho de jornalistas no desenvolvimento das suas funções. Falando especialmente no caso Combate x Sheik, a apuração tem que ser minuciosa para saber quem está falando a verdade. Em Rondônia, muitos usam o jornalismo sim como forma de ganhar dinheiro com ataques e achaques. Mas os justos não podem pagar pelos pecadores.
*Os sites que publicam esta coluna reservam o direito de manter integralmente a opinião dos seus articulistas sem intervenções. No entanto, o conteúdo apresentado por este “COLUNISTA” é de inteira responsabilidade de seu autor.


Fonte: Tribuna Popular

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