O Governo de Rondônia consolidou, em 2026, um ciclo de desenvolvimento estratégico para as comunidades tradicionais. Através da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater Indígena), diversas etnias realizaram a transição da agricultura de subsistência para o protagonismo no mercado, utilizando parcerias entre a Emater-RO e instituições financeiras para viabilizar 20 projetos agrícolas e pecuários.
A família de Solange Suruí conquistou apoio para investir no sistema de irrigação
Um dos destaques deste novo capítulo é a trajetória de Solange Suruí, na Terra Indígena Sete de Setembro. Produtora de cafés especiais premiados nacionalmente, sua família obteve crédito para instalar sistemas de irrigação, elevando a qualidade da produção sem suprimir a floresta nativa.
O sucesso da bioeconomia indígena em Rondônia deve-se ao acompanhamento rigoroso da Emater-RO, que adaptou propostas técnicas à realidade cultural de cada povo. Os recursos foram aplicados na compra de motocultivadores, roçadeiras e na recuperação de pastagens degradadas, seguindo as diretrizes do Plano de Gestão da Terra Indígena (PGTI).
Sustentabilidade: Vedação total de desmatamento e foco em áreas já abertas.
Tecnologia: Implementação de irrigação e mecanização agrícola leve.
Diversidade: Produção de café, cacau, castanha, farinha e peixes.
Rondônia abriga 22 Terras Indígenas demarcadas, onde vivem mais de 21 mil pessoas. O governador Marcos Rocha pontua que a produção nessas áreas é um pilar do agronegócio sustentável. “De dentro das terras indígenas estão brotando cafés premiados e amêndoas de cacau de alta qualidade, evidenciando as aldeias como polos de bioeconomia no estado”, destacou o governador.
Além do café dos Paiter Suruí, outras etnias como os Oro Wari, Gavião e Tupari têm contribuído para a evolução econômica regional. O modelo rondoniense de integração entre conhecimento tradicional e práticas agrícolas modernas tornou-se referência nacional em assistência técnica para comunidades tradicionais.
Para ampliar o alcance dessas ações, o governo investe na expansão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Somente em Guajará-Mirim, foram realizados 448 cadastros em 2026, beneficiando povos como os Oro Mon e Oro Waram. O documento é essencial para que os produtores acessem políticas públicas e novos financiamentos.
O diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, explica que o Estado chega às aldeias mais remotas para garantir a regularização produtiva. Essa presença constante assegura que a bioeconomia indígena em Rondônia continue gerando renda e melhorando a qualidade de vida nas comunidades, mantendo o equilíbrio ambiental da Amazônia.
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Fonte: News Rondônia